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VIVO É ACUSADA DE UTILIZAR INDEVIDAMENTE DADOS DE 73 MILHÕES DE USUÁRIOS

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu um inquérito para investigar se a Vivo, provedora de telefonia e internet, tem usado ilegalmente dados de 73 milhões de usuários. Segundo o MPDFT, a empresa pode ter utilizado essas informações na Vivo Ads, sua plataforma de anúncios. 

As suspeitas são de que por meio de dados, como histórico de navegação na internet, localização de assinantes de seus serviços, bem como outras informações comportamentais, a Vivo criava perfis de potenciais compradores para diferentes produtos a fim de redirecionar a publicidade. Em nota oficial, o MPDFT destacou que a prática  viola a privacidade das pessoas e gera concorrência desleal entre as empresas. “Com o uso de dados pessoais, é possível identificar entre os clientes aqueles que estão passando por tratamento de saúde, a partir do mapeamento da circulação de usuários em clínicas e hospitais”, afirma. 

O caso está sendo investigado pela Comissão de Proteção dos Dados Pessoais do MPDFT, que apura se essas informações podem estar sendo usadas de maneira imprópria pela Vivo para a venda de espaço publicitário. O comunicado do ministério explica que o anunciante estaria pagando a Vivo para mostrar suas propagandas para o público-alvo que se encaixaria exatamente no perfil do produto comercializado, aumentando drasticamente suas chances de que as pessoas clicassem em uma de suas peças publicitárias. 

A Vivo se defendeu em nota dizendo  que a coleta de dados para fins de publicidade é autorizada pelo cliente quando este atesta concordar com seus termos de uso de serviço de internet ou telefone. A empresa ainda afirmou que “cumpre rigorosamente a legislação vigente e que não promove qualquer uso ilegal de dados pessoais de seus clientes”. 

A MPDFT informou que a investigação pode resultar em uma ação civil coletiva de responsabilidade por danos aos usuários, se acusação for confirmada.

 

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