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Vírus, ciência e poder – por Alex Pipkin

O coronavírus está dando um golpe mortal na melhoria e na esperança de uma vida melhor – saúde e economia – para milhões de brasileiros.

Qualquer indivíduo compreensivo e simpático – a la Smith – empenha-se em seguir aquilo que às autoridades sanitárias estão determinando.

Pode-se – deve-se – questionar, mas num primeiro momento, já que somos seres sociais, temos que seguir o receituário.

No entanto, a vida real, não resume-se ao ato de desconsideração e preocupação com a saúde econômica das pessoas, e ao desempregado que afetará aos outros!

Como é nobre – e confortável – aqui do sofá pregar o isolamento social drástico e prolongado!

Eu mesmo adoraria ajudar aqueles que “precisam trabalhar”. Apreciaria às mordomias de ser amplamente atendido por um garçom ou uma garçonete na minha morada. Realisticamente, não tenho nem como me ajudar – nem meus outros “eus”.

Estou entre aqueles insanos, ignorantes, irresponsáveis e desumanos, que efetivamente pensam na inseparável relação entre saúde e economia; minha compreensão da vida!

O pânico e o medo do desconhecido reforçam os clamores de jornalistas humanistas e professores clementes postos em favor do cientificismo.

Para mim, a um real positivismo lógico, aquele que David Hume e, posteriormente, Karl Popper e Friedrich Hayek alertaram quanto a necessidade de se provar a partir da verdade dos enunciados singulares a falsidade dos enunciados universais. Agora com o Covid-19, tudo vale!

Acho mesmo que o disfarce é oportuno para a implantação do sonho encantado de tais puros humanistas descendentes de Rousseau. Precisamos de um mundo mais igualitário, da economia papal, menos explorador, menos capitalista; necessitamos de um mundo mais fraterno – e óbvio, mais centralizador!

Conhecem o caminho, ou não?

Porém e para infelicidade dos bondosos jornalistas e professores humanitários, que não arredam o pé do lema “quanto pior melhor”, o pestilento vírus não trará a “benevolência humana” de volta à terra – redonda -, tampouco o reino virtuoso dos engenheiros sociais de corações puros e meigos.

Será mesmo pelo espírito livre e inovador da lógica da produtividade – capitalismo – que se descobrirão às possibilidades de se “salvar o mundo” do inimigo virulento.

Os apelos humanistas pela exclusiva vida/saúde, além de míopes, trarão ainda maiores problemas, infectando a psique coletiva com pânico exagerado que levará muito mais tempo para ser superado!

Desse modo, mesmo quando do retorno das atividades econômicas, ainda estaremos contaminados pelo ultra-alarmismo que continuará fazendo estragos na vida econômica individual e do coletivo.

Ignorância, parece-me, é a cegueira de apologistas da bondade humana, que agudamente corretos na defesa contra o lixo humano do período nazista, nesse momento, aparentam querer eliminar da face da terra outros homens cruéis e sanguinários.

Ódio àqueles de pensamento inferior, “depravados” que, além do legítimo desejo de conter a expansão do vírus, racionalmente também se preocupam com a questão econômica pela trivial apreensão da realidade.

Óbvio para qualquer jovem com mais de 18 anos que não possa depender de seus pais “capitalistas inescrupulosos”.

Penso comigo, que esses seres donos da moral superior estejam sorrindo com o fato de que a vida – saúde e economia – esteja sendo disputada nos holofotes midiáticos, lamentavelmente, pela luta pelo poder!

Eu, relé mortal, esforço-me para enxergar a vida como ela é: saúde e economia, e a sempre irrefreada e desvairada luta pelo poder.

doutor em administração

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