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Uma noite selvagem no UBER – por Igor de Almeida

A pergunta que não quer calar: Por que as pessoas curtem fazer um fiasco quando estão bêbadas e em grupo quando pegam um Uber?

É por que tão pagando?

É por que têm déficit de atenção?

É por que “eu vou ir gritando, sem cinto e batendo na lataria do carro o caminho todo e foda-se”?

E ainda comentam: “coitado do tio do Uber. Ó, ele tá quieto. Tá ficando bravo HAAAAHAHAHAHAHHA”

Nessa noite, parei pelo menos duas viagens no meio pra dar o toque.

Teve uma que a guria que ia gritando com a cabeça pra fora e batendo a long neck na lataria (daí o motora marcha em 400… 800 em uma chapeação e pintura quando for vender o carro).

Teve um cara que enfiou quatro pessoas no banco de trás.

Teve os merdas que vão comer McDonald’s de Uber às 4h da manhã e querem que tu fiquei meia hora esperando ele sair cambaleando de dentro do lugar pra entrar no carro jogando batata por tudo.

Teve uma galera que foi da zona sul até Canoas gritando, reclamando que não tava tocando funk no carro e uma guria dizendo que tinha a possibilidade dela vomitar. O caminho todo.

Teve um cara que tava arrastando uma mina pro hotel que ele tava e gritando na janela “eu vou transaaaar”.

Essa foi a noite mais selvagem desde quando eu comecei a trabalhar nisso.

E foi só uma quinta-feira.

Da pra ter uma base do que vai ser hoje à noite.

Mas fica a dica.

Menos é mais quando passarem do ponto do trago quando pegarem um carro de aplicativo. Ou pelo menos não destruam o carro dele.

(Igor de Almeida é motorista de Uber. Foi produtor executivo na BAND RS)

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