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Teletrabalho pode chegar a 22,7% no Brasil

O teletrabalho poderá ser adotado em 22,7% das ocupações nacionais, alcançando mais de 20 milhões de pessoas, segundo uma análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No cenário previsto, o Brasil se colocaria na 45ª posição mundial e no 2º lugar no ranking de trabalho remoto na América Latina.

Os grupos com maiores probabilidades de teletrabalho são os de profissionais de ciências e intelectuais, diretores e gerentes e técnicos e profissionais de nível médio. Por outro lado, trabalhadores da agropecuária, da caça e da pesca e militares possuem os menores potenciais de teletrabalho. “Se a ocupação envolve trabalho fora de um local fixo e operação de máquinas e veículos ela é considerada como não passível de teletrabalho”, explica Felipe Martins, pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também pesquisou sobre o assunto.

Em relação as regiões em que o trabalho remoto será mais efetivo, o maior potencial foi identificado no Distrito Federal, onde 31,6% dos empregos podem ser executados de forma remota (em torno de 450 mil pessoas). Na sequência vêm os estados de São Paulo (27,7% dos empregos, aproximadamente 6,1 millhões de pessoas) e Rio de Janeiro (26,7%, ou pouco mais de 2 milhões de trabalhadores).

(Equipe do site)