Insira sua pesquisa e pressione ENTER

Sem leitos de UTI disponíveis, prefeita de Novo Hamburgo gasta R$ 625 mil em orquestra – por Ianker Zimmer

Não é fake news!

Com todo o quadro de caos da saúde exposto em Novo Hamburgo, a administração do município dá um péssimo exemplo de inversão de prioridades ao gastar R$ 625 mil em contrato com a Orquestra de Sopros da cidade.

Ao ser questionada, a prefeita Fátima Daudt (PSDB) acusou a vereadora Patricia Beck (PP) de “disseminar fake news”.

Para piorar a situação, após ser comprovado o gasto, na terça (14), o secretário de Cultura do município, Ralfe Cardoso, se manifestou nas redes sociais afirmando, em outras palavras, que a vereadora do Partido Progressista agiu com “fins eleitoreiros”.

Afirmar que a vereadora, conhecida por rigorosa fiscalização – especialmente na área da saúde -, teve “fim eleitoreiro” é se esquivar do erro agindo com um negacionismo irresponsável.

Passados 30 dias de pandemia em Novo Hamburgo, não existe qualquer movimento para criação de leitos com respiradores para a população.

O município é o 4° com mais casos de Coronavírus no Rio Grande do Sul.

Se em tempos normais já é supérfluo o estado gastar com música em vez de investir em outras prioridades, fechar um contrato em meio ao caos da saúde é trair a comunidade. É como uma criança precisar de um procedimento cirúrgico que custa R$ 3 mil, mas seu pai ignorar a doença e comprar uma mesa de sinuca ou uma guitarra elétrica.

Sempre que faltar leitos no Hospital Geral – já conhecido pela superlotação e atendimento precário -, sugiro que a prefeita escale a orquestra para tocar Beethoven às pessoas doentes que estarão nos corredores aguardando um atendimento digno.

Pode ser que isso ajude a curá-los.

Afinal, música faz bem pra alma.

jornalista

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *