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Responsabilidade com a história de Porto Alegre – por Felipe Camozzato

Se na virada para 2020 lhe dissessem que Porto Alegre estaria prestes a passar por um dos momentos mais críticos de sua história, como você reagiria?

Desde o primeiro decreto imposto na capital, a Câmara Municipal não tem poupado esforços para agir, dentro do espaço que temos, para fortalecer as ações de combate ao COVID-19.

Há mais de três meses, aprovamos o repasse do valor economizado em conjunto por todos os vereadores: R$ 10 milhões de reais para a Prefeitura de Porto Alegre utilizar contra o coronavírus.

Há mais três meses, também, aprovamos a contratação emergencial de profissionais da saúde para fortalecer nosso sistema frente ao período crítico que estava por vir. Ainda não temos informações oficiais sobre contratações realizadas, mas os relatos de que hospitais estão sofrendo com a falta de profissionais são vistos pela imprensa. Também aprovamos na Câmara Municipal um auxílio emergencial para famílias carentes desassistidas do programa federal, e intermediei a doação de serviços de desinfecção para postos de saúde, paradas de ônibus e outros espaços públicos de maior risco de contaminação.

A prefeitura está titubeando frente à sua responsabilidade com Porto Alegre: não consultou a Câmara por contribuições, e pouco fez para antecipar ações de testagem e disponibilização de equipamentos e estrutura. Ao mesmo tempo, editou decretos da noite para o dia em diversas ocasiões, extrapolando limites de sua competência diante dos olhos de quem deveria ser vigilante com o cumprimento de nossa constituição.

Como o grande economista F.A Hayek já escreveu, “somente reconhecendo o perigo a tempo poderemos ter esperança de evitá-lo”. Eu, demais vereadores, e a população de Porto Alegre, seguimos cobrando por mais ação e aguardando maior transparência da Prefeitura – que já caiu 5 posições no Ranking de Transparência de Capitais Em Contratações Emergenciais organizado pela Transparência Internacional Brasil.

Sem informações atualizadas como uso e disponibilidade de recursos, gestão dos surtos de contágio e volume de testagem diária, para dar alguns exemplos, fica difícil para Câmara e população colaborarem de forma conjunta para superarmos esse momento crítico e garantir um futuro positivo para a capital.”

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