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Remodelação das cadeias de suprimentos globais. Nacionalismo não! – Por Alex Pipkin

Por aquilo que costumo chamar de “a foto do dia”, tenho a verdadeira sensação de ser um peixe fora do aquário! Ou será mania de perseguição?

É, já charlei sobre isso com minha psicanalista.

Ou as duas coisas. Que loucura!

Bem, normal. Tempos sombrios, ainda mais na sempre colônia portuguesa… perdão aos grandes e talentosos lusitanos.

Tá certo que o medo, o impulso humano, o viés de confirmação, as arrebatadoras paixões partidárias e, claro, a ignorância econômica influenciam sobremaneira.

Ou será mesmo porque até em nossas universidades da Pátria Educadora, pouco se vê e se discute sobre conhecimentos científicos “de verdade”, preferindo-se patinar e doutrinar sobre rançosos e contraproducentes clichês e gritos de ordem contra o autoritarismo e a opressão?

Afinal, agora não nos governa um presidente autoritário, antidemocrático e fascista que tomou o poder? Ops, ele foi eleito democraticamente…

Falando em ordem, agora emergem entusiasticamente apelos sábios, bondosos e raivosos alertando para que consumamos produtos e serviços produzidos em terras tupiniquins. Tal iniciativa será a “real” alavanca para a geração de empregos verde-amarelos.

Acho que vou começar urgentemente um tratamento com ayahuasca; quero viver novos momentos e desaprender quase tudo aquilo que li e estudei durante os meus existenciais 5.4.

Não! A coisa mais prejudicial que poderia ocorrer, é reavivar o nefasto nacionalismo e jogar fora toda a esplendorosa teoria e lógica da realidade dos benefícios do livre comércio!

Sinteticamente, nenhum país, empresa ou indivíduo pode ter a pretensão (doentia) de ser tudo para todos.

Acreditar na autossuficiência brasileira, parece-me o mesmo que eu imaginar que nesse feriado eu jantarei com a beleza exótica da Penélope Cruz ao meu lado!

Serei econômico com um exemplo da “foto do dia”. Não estamos todos enxergando que faltam equipamentos em geral para o combate ao coronavírus, ou porque não os produzimos ou porque esses não são eficientes e/ou custam muito mais?!

Acreditar no coelhinho da Páscoa só poderá enriquecer empresários com “e” minúsculo, arregalados com as santas autoridades, perpetuando pobreza e/ou miséria para os já necessitados brasileiros.

Ah, mas agora não podemos mais comprar dos viróticos “chineses” criadores do vírus. Ops, nocivo regime comunista, não os chineses!!

Puxa vida… como carecemos de noções básicas de economia e de negócios para realizar que o mundo que é mundo está formatado em cadeias globais de valor. E embora possam haver – e existirão – transformações e deslocamentos em relação ao canteiro de obras China, factualmente tais cadeias se manterão firmes, fortes e intensas… não dá pra inventar a roda.

O problema de fato, eu aqui pretensiosamente tentando lacrar (risos!), foi justamente a dependência chinesa na montagem de tais cadeias de valor.

A (i)lógica econômica de alguns executivos mundiais não levaram em consideração todos os riscos envolvidos e mais, custos geopolíticos e os pragmáticos custos de transação (gerenciamento) relacionados aos processos logísticos e de comércio internacional.

Evidente que alguns executivos com mais janela, já vinham atentando e agindo há muito mais tempo na remodelação de suas cadeias globais de suprimentos.

Tá, pedem-me para ser mais sintético… (pois é… mais do que três linhas… (risos novamente))…

Não, o comércio internacional não deve – nunca – e não vai terminar!

Muita calma nessa hora.

Pelo contrário, a exemplo do que já fazem sistematicamente empresas inteligentes e competitivas, a regra de ouro é reestruturar e relocalizar fornecedores competitivos de acordo com as oportunidades e frente as novas variáveis no tabuleiro do supply chain mundial.

Como em tudo na vida, tudo se altera dinamicamente, inclusive para o pior, portanto, é preciso inovar nos processos em geral, em especial na remodelagem das cadeias de suprimentos, continuamente.

Será que eu sou maluco?

Um estranho no ninho?

Talvez…

doutor em administração

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