Insira sua pesquisa e pressione ENTER

Pobreza se combate não com menos, mas com capitalismo de verdade! – por Alex Pipkin

Dados fidedignos como os do Brookings Institution (2018, 2019), demonstram que o “malvado capitalismo” foi capaz de tirar a maioria das pessoas do planeta da pobreza!
Não há a menor dúvida de que as pessoas mais pobres estão em melhor situação do que estariam sob uma distribuição de bens mais igualitária, como querem e professam os engenheiros sociais adeptos do nefasto socialismo.

Ou será que a história civilizacional não atestou o resultado pragmático de tal sistema? Evidente que sim! Sangue, morte, distribuição de pobreza e miséria.
O grande economista Adam Smith afirmava que a receita certeira para o crescimento é justiça, liberdade e igualdade – de oportunidades. No mercado livre criam-se as condições de pensamento motivacionais para a ação de empreender e para o descobrimento de oportunidades lucrativas para si próprio e para todos os demais. O crescimento econômico – e social – advém do sistemático processo de destruição criativa, gerador de ideias, produtos, serviços e experiências inovadoras e úteis!

Adam Smith afirmava que a busca do interesse próprio (egoísmo bom!) é a principal força fomentadora da atividade econômica, da inovação e do progresso. A economia de mercado, via especialização, é o meio mais eficaz para o atingimento de melhores resultados para todos.

Bondosos “das letras” não sabem que os inventores embolsam apenas 2% do valor social das suas invenções; os outros 98% dos benefícios são espalhados sobre o resto da sociedade (William D. Nordhaus, Prêmio Nobel de economia 2018).

Acabo de ler o livro da brilhante economista americana Deirdre McCloskey, “Why Liberalism Works” (2019), em que a autora afirma que o livre mercado aumentou em 3.000% a riqueza do planeta nos últimos dois séculos. Pelo livre mercado, grande parte da humanidade se tornou mais rica; Europa e Japão tiveram uma queda na desigualdade social, com pequeno aumento, mas em menor medida, na Grã-Bretanha, nos EUA e no Canadá. Evidente que existe mobilidade social em várias direções: ao longo do tempo, velhos ricos ficam mais pobres e pobres ascendem social e economicamente.

Distintamente do alardeado livro “O Capital no Século XXI”, do economista francês Thomas Piketty, repleto de erros e premissas equivocadas, a principal forma de capital não é o dinheiro e as propriedades, mas o capital humano, intelectual, feito de talento, ideias, educação escolar e maiores oportunidades.

Piketty e sua obra destilada de ódio e inveja àqueles que produzem e geram riqueza – e obviamente ganham dinheiro! – aponta que o capitalismo tem uma tendência inerente a causar polarização da riqueza, portanto, os ricos devem ser penalizados pagando ainda maiores impostos. Singela pergunta: tal medida não acabaria inibindo justamente o estímulo a descoberta de novas soluções, que no mercado livre possibilitam a formação de laços sociais e econômicos voluntários entre as pessoas, criadores de inovações e de lucros?

Igualdade de fato, só na pobreza, em que se aniquila um fator-chave para o crescimento econômico que é a liberdade econômica – e a desejada liberdade individual.
Nessa direção, é na natural desigualdade, por meio da concorrência, da busca da diferenciação via inovação e do progresso que, efetivamente, é criada maior riqueza para todos.

Creio que exista uma série de fatores que marxistas como Piketty desconsideram pesadamente. Aludem (falsamente) e pervertem o real significado da palavra democracia, mas nos países em que essa vigora realmente – juntamente com justiça genuína – houve um enorme avanço e melhoria nas condições de trabalho dos indivíduos, com a fixação de salários mínimos, maior seguridade social e, certamente, maior tributação redistributiva.

Ainda a peça fundamental faltante em nações como o Brasil, refere-se a uma educação (e pesquisa) que inclua mais gente e que seja realmente de boa qualidade.
Num mundo competitivo atual, de uma geração que valoriza resultados para além do econômico, apreciando e considerando ações ambientais e sociais proativas das organizações, as próprias empresas tratam de tomar iniciativas buscando melhorem suas imagens e reputações. Reputação passou a ser ainda mais fundamental para o alcance de maior competitividade e lucratividade superior.

Nesse ambiente, empresas acabam por darem-se conta de que também é importante uma maior participação “criativa” dos funcionários e, por consequência, remunerações mais justas, adequadas e maiores. Aumentos de salários repercutem como diferenciação e melhoria de imagem e de reputação organizacional.
Hoje grande parte dos trabalhadores consome mais e melhor do que os nobres do passado, possuindo bens duráveis, tais como máquinas de lavar roupas, celulares, geladeiras… e dinheiro para alguma forma de entretenimento.

Como Adam Smith pensava, não é o capitalismo que gera aumento das desigualdades, mas a sua falta! É a intervenção estatal, a redistribuição forçada, um
setor público hipertrofiado e ineficiente, o patrimonialismo, o compadrio e a corrupção que colocam a igualdade e a justiça contra contra a eficiência e a “liberdade”.

No livre mercado, os resultados são meritórios e justos, sendo a tentativa de revertê-los a real geradora de distorções e prejuízos ao aumento de produtividade.

A realidade e os dados atestam, como já desmentiram o materialismo “científico” marxista, que é o livre mercado que cria maiores associações voluntárias entre as pessoas, inovações e maior prosperidade. A pobreza se combate- e bem – com crescimento econômico fruto de maior liberdade econômica.

doutor em administração

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *