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PESQUISADORES CRITICAM ROTATIVIDADE POLÍTICA

Pesquisadores afirmam que os movimentos de renovação política estão errados em suas premissas e nas soluções que propõem. De acordo com eles, a rotatividade do Congresso brasileiro é uma das maiores do mundo.

O fenômeno, motivado pela instabilidade política enfrentada pelo País desde 2014 motivou a proliferação de nomes anteriormente pouco prestigiados ou sem experiência política como Jair Bolsonaro, Luciano Huck e o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Esse cenário motivou os pesquisadores Eduardo Cavaliere, graduado em direito com concentração em matemática pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Otavio Miranda, pesquisador de economia política no Instituto Chongyang de Estudos financeiros, a analisar os números relativos à renovação do Congresso entre 1986 e 2014.

Segundo eles. os dados obtidos revelam que há muitas contradições entre as percepções gerais sobre renovação política e o que de fato acontece no cenário político. Cavaliere e Miranda afirmam que a pesquisa mostrou que 75% dos deputados federais não ultrapassam o segundo mandato e eu apenas 2,88% venceu eleições majoritárias seguintes.

“Há uma diferença significativa entre a percepção geral e os números sobre a renovação política. Ao compararmos a quantidade de reeleições de deputados, numa série histórica, os números indicam que grande parte dos congressistas têm ‘vida curta’, contrariando, por exemplo, a percepção de que apenas ‘raposas velhas’ ocupam a Câmara”, analisam eles.

Eles também explicam que o excesso de nacionalização e o debate público acabam negligenciando a complexidade da política local. Conforme eles, isso leva à erros de avaliação do desempenho dos partidos nas diferentes regiões como por exemplo o fato de que apesar do bom resultado do PT nas eleições presidenciais, a sigla historicamente teve seu pior desempenho no Nordeste enquanto em São Paulo, o partido elegeu mais deputados federais do que o PSDB

(Equipe do site)

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