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Pandemia acelera consumo de “carne vegetal”

A trajetória já era ascendente, mas a pandemia de COVID-19 acelerou a demanda mundial por carne vegetal, apontam as estatísticas. Nas 13 semanas que terminam em 30 de maio, as vendas de de carne fresca “alternativa” aumentaram 239,8% em relação ao mesmo período do ano passado, apontam dados divulgados pela empresa de pesquisa de mercado e consumo Nielsen.

No ano passado as vendas de carne à base de plantas aumentaram 18%, de acordo com dados do Relatório SPINS, da Good Food Institute e Plant Based Food Association. A categoria faturou aproximadamente US$ 939 milhões. A carne refrigerada à base de plantas viu as vendas aumentarem 63%, responde agora por 2% das vendas no varejo de carne embalada.

“Embora seja necessário mais tempo para observar o verdadeiro impacto da pandemia nas vendas e no interesse do consumidor pela carne vegetal, se algo poderia mudar mais rapidamente a opinião pública, seria esse tipo de surto. Afinal, o coronavírus se originou de animais – um ponto que se tornou um grito de guerra para ativistas dos direitos dos animais e empresas de carne à base de plantas”, explica o portal especializado Food Dive.

Além da desconfiança pela origem do COVID-19, outro fator de preocupação é fácil disseminação do vírus sobre as pessoas envolvidas na indústria da carne. “Trabalhadores reunidos ao longo de uma linha para processar rapidamente a carne têm sido um terreno fértil para surtos. Milhares ficaram doentes, o que resultou no fechamento temporário de várias plantas de processamento”, complementa a autora Megan Poinski.

Um estudo de 2018 da DuPont Nutrition & Health revelou que 52% das pessoas que comem mais alimentos à base de plantas afirmam que essa opção os faz sentirem-se mais saudáveis. O grande diferencial da carne convencional é variedade.

“Embora a carne à base de plantas como um segmento tenha crescido tremendamente nos últimos anos, os produtos ainda são bastante limitados. Os consumidores que desejam hambúrgueres, salsichas e até nuggets de frango podem escolher entre opções convencionais e vegetais. Mas aqueles que estão interessados em bife ou frutos do mar só podem comer algo de origem animal”, destaca Poinski.

A carne convencional também custa menos que suas concorrentes vegetais: “Mesmo com os preços subindo no supermercado – a carne convencional custou 15,6% a mais durante a semana encerrada em 30 de maio do que há um ano, segundo a Nielsen –, a carne à base de plantas ainda não conseguiu recuperar o atraso. As empresas de carnes de origem vegetal dizem que a paridade de preços é uma meta a longo prazo, mas as vendas estão subindo independentemente do custo”, conclui.

(Equipe do site)