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O TIRO NO PÉ DAS POLÍTICAS PROTECIONISTAS

Que o Brasil está entre as nações com maior histórico de políticas protecionistas contrárias ao livre comércio, não é nenhuma novidade. Agora porém, o economista e cientista político do Instituto Millenium Marcos Troyjo chama a atenção para um problema ainda maior: a falta de incentivos governamentais para os agentes da produção local e seu engajamento no comércio exterior.

Segundo Troyjo, que também é diretor do BRICLab da Columbia University, no Brasil apenas 20% do Produto Interno Bruto (PIB) provém da inserção do país na economia global. “Nos últimos 70 anos, não há nenhum caso de país que tenha mudado de patamar sem ter tido, pelo menos, 40% do PIB relacionados à soma da exportação e importação. Esse é o caso do Japão, Alemanha, Chile, Coréia do Sul, Espanha e, mais notoriamente, da China”, alerta.

A abertura econômica é a alavanca fundamental para o desenvolvimento, já que a globalização causa um aumento da produtividade geral nos países. O economista acredita que o protecionismo é um dos grandes males para a economia contemporânea. “Em um mundo de livre mercado, aquilo que uma nação faz bem, ela faz com custos baixos, com qualidade e com eficiência. Se por acaso esse produto passa a oferecer uma sobretaxa, uma proteção por parte de um determinado governo nacional, isso vai endividar os consumidores desse país”, afirma.

As discussões sobre as políticas protecionistas ganharam evidência após a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor sobretaxas nas importações de aço e alumínio. Isso afeta diretamente o Brasil, que é o segundo maior exportador de aço para os norte-americanos.

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