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O que aprendemos com o Caso Dráuzio Varella e a transexual Suzi – por José Antonio Rosa

A manipulação que a Rede Globo fez no caso Dr. Dráuzio Varella e a travesti Suzi revela muito mais do que se pode imaginar. Durante décadas esse importante órgão de comunicação nacional vem dominando o jornalismo e o entretenimento no país. A competência no que faz lhe granjeou prêmios e reconhecimento internacionais.

A programação da Rede Globo foi responsável por influenciar gerações de crianças, jovens e adultos e até mesmo a nossa forma de ser como nação. E ainda continua a influenciar. Mas isso não foi suficiente para superar determinados valores transmitidos no seio familiar, aliás instituição visceralmente combatida nas novelas da Rede Globo.

Entretanto, em tempos de internet, mídias e redes sociais percebe-se claramente o quanto parcela da imprensa definiu (ou tem a pretensão de definir) o que se deve ou não saber e até mesmo o que se deve pensar e ser.

A internet também ajudou a solidificar e criar novos veículos de comunicação sérios e comprometidos com a realidade. Isso porque atualmente, com a interconectividade que permitem as mídias sociais, uma reportagem pode ser desmascarada pela câmera do celular de uma criança.

O caso Dráuzio Varella e a travesti Suzi é uma dessas manipulações que foram desmascaradas quando alguém decidiu responder a uma pergunta não formulada durante o programa  Fantástico (que tentou criar uma realidade paralela e jogar os telespectadores nela): o que fez a “pobre” Suzi, vítima desta sociedade “cruel” e “transfóbica” para estar amargando a solidão e o abandono numa “masmorra medieval”?

A resposta a esta simples e evidente pergunta revelou ao Brasil que a “pobre e solitária” Suzi estava cumprindo pena pelo fato de ter violentado e assassinado um menino de 9 anos de idade. E que, segundo sua tia, Suzi já tinha um histórico de abusos sexuais contra menores e a prática de outros crimes.

A reação indignada da sociedade diante desta revelação demonstra que nem todos os seus valores como nação foram soterrados, porque ainda estão sólidos nas famílias e na cultura.

Infelizmente há um esforço perverso para a desconstrução de valores como verdade, honestidade, solidariedade, lealdade, bondade, altruísmo e justiça – e isso gera um dualismo social sem precedentes.

Nesta luta insana de reengenharia social houve uma tentativa de “educar” a sociedade para “novos” valores mais progressistas. Não tendo havido êxito, partiu-se para outras práticas ideológicas, como a imposição do “politicamente correto”, que intimida e constrange ao uso de uma nova linguagem, para modelar uma nova forma de ser e pensar.

A História tem demonstrado que alguns dos sinais evidentes de ocaso de uma civilização são o desprezo pelos seus valores fundantes e a degeneração moral.

Em tempos nos quais o criminoso é considerado vítima da sociedade, as leis são lenientes com o crime, muitos têm bandidos de estimação, pessoas honestas são ridicularizadas e combatidas, a parte decente do povo brasileiro pode reagir e dar uma lição histórica ao preservar a nação com os mesmos valores que o Dr. Dráuzio Varella tentou subverter para se solidarizar com a Suzi, simplesmente ignorando a vida de uma criança que foi brutalmente ceifada e os sentimentos de seus pais destruídos.

A partir desta distorção apresentada pelo programa Fantástico é possível verificar o quanto a sociedade brasileira ainda é manipulável, pois muitos incondicional e inquestionavelmente abraçaram a Suzi junto com o Dr. Dráuzio Varella.

Felizmente, também se pode constatar que, pelas nobres razões e com a ordenação moral dos reais valores, o brasileiro ainda é capaz de se sensibilizar com as necessidades dos seus semelhantes.

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