Insira sua pesquisa e pressione ENTER

O natural experimento liberal VERSUS o intervencionista – por Alex Pipkin

Experimentos humanos são temerários e destruidores. Vide Revolução Russa de 1917, Nacional-Socialismo de 1933 e a Venezuela atual.

Não obstante, e apesar de notórios desvios “anti-libertários” do presidente e da turma bolsonarista radical, parece-me inegável que em nível de política econômica, estejamos caminhando firmemente em direção a um processo que Adam Smith aludiu como sendo aquele que deixa o indivíduo mais livre para perseguir seus próprios interesses e objetivos de vida; um plano liberal na economia.

A experiência liberal no Brasil, por ação das “forças democráticas”, inclusive, poderá ser comparada com a política econômica que se vislumbra logo ali ao lado, na Argentina e seu bondoso Estado do bem-estar social.

Por aqui, Paulo Guedes vem executando políticas que visam reverter anos de fracassadas intervenções estatais e compadrio, implementando reformas de livre mercado, tais como a da previdência e a esperada reforma e simplificação tributária, além de programa efetivo de privatizações para 2020.

O que se necessita é, finalmente, de liberdade no mercado para a formação de livres associações entre pessoas, essas geradoras de ideias e ofertas inovadoras via estímulos e ambiente de negócios mais livre, mais fácil de atuar e desburocratizado. Evidente que é fundamental acabar com os benefícios de poucos, privilégios e endêmica corrupção. Extremamente complexo, mas não impossível.

Já no país hermano, o receituário intervencionista, aquele que quase sempre produz resultados pragmáticos contrários aos esperados, já começou a viger com a elevação dos custos para demissão sem justa causa e com o imposto sobre exportação de produtos agrícolas.

Regulação, taxação, licenciamento, intervenção e outras regras impostas pela coerção do governo têm destino certo: fracasso e caos econômico e social.

Apesar da falaciosa retórica vermelha da igualdade social ainda estar muito viva por nossas bandas, acredito convictamente que a experiência econômica nacional deverá comprovar que se incentivando e deixando-se as pessoas mais livres para empreender, num ambiente de mercado competitivo, surgem mais ideias que passam pelo crivo democrático do mercado, fazendo acontecer a tão necessária destruição criativa. Como resultado, maior desenvolvimento econômico e social. Evidente que pelo retrospecto, será preciso manter gastos e programas sociais, tais como o Bolsa Família.

A consequência dessas visões de mundo poderá ser bem analisada em futuro próximo.

De um lado a ótica da intelligentsia, de seus membros políticos interesseiros e de seus pseudo-intelectuais, contrários às trocas livres e dinâmicas nos mercados. Esses acreditam que quanto menos mercado e mais intervenção estatal, melhor é.

Diferentemente, incluo-me no grupo da lógica da economia de mercado, a mesma que fez chineses, a partir de 1978, e indianos desde 1991, adotarem ideias liberais na economia, criadora de maior prosperidade, especialmente para os mais pobres.

Será por meio de um ambiente de negócios propulsor da destruição criativa, do cultivo da cultura do “andar com as próprias pernas”, de um “acreditar nas pessoas”, e deixando o povo mais livre para trabalhar e lucrar, ao invés de políticos corruptos e intelectuais que lucram com causas próprias, que o Brasil terá maiores chances de alcançar desenvolvimento econômico e social.

Claro, o governo precisará continuar executando seu trabalho de forma competente. Com mais liberdade econômica e, espero, mais liberdade individual.

doutor em administração

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *