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O brasileiro e a Síndrome de Estocolmo – por Carla Rojas Braga

Tenho pensado, ultimamente, na relação entre a Síndrome de Estocolmo e o anestesiado povo brasileiro, que se comporta, na hora de votar ou de defender alguns políticos ou partidos, como refém de sequestradores de votos e de almas.

A Síndrome de Estocolmo é um estado particular no qual vítimas de sequestro desenvolvem um relacionamento afetivo com seu captor. Essa solidadriedade pode , algumas vezes, se tornar uma verdadeira cumplicidade, com os reféns ajudando seu captor a alcançar seus objetivos. Recebeu este nome em referência ao famoso assalto do Kreditbanken de Norrmalstorg, Estocolmo.

Ele durou de 23 a 28 de agosto de 1973. Nesse acontecimento, as vítimas continuavam a defender seus captores , mesmo depois dos seis dias de prisão física terem terminado.

Mostravam um comportamento reticente nos processos judiciais que se seguiram. Além disso, duas das vítimas se casaram com os sequestradores após o término do processo.

A Síndrome se manifesta da seguinte maneira: durante o processo, os reféns começam por identificarem-se emocionalmente com os sequestradores , a princípio como mecanismo de defesa, por medo de retaliação ou de agressão violenta. Assim sendo, pequenos gestos gentis por parte dos captores são frequentemente amplificados, porque, do ponto de vista do refém, é muito difícil, senão impossível , ter uma visão clara da realidade nessas circunstâncias e conseguir mensurar o perigo real.

As tentativas de libertação, são , por esse motivo, vistas como uma ameaça, porque o refém pode correr o risco de ser agredido ou magoado.

É importante notar que os sintomas são consequências de um stress físico e emocional intenso.

O complexo e ambivalente comportamento de amor e ódio simultâneo para com o captor pode ser uma estratégia inconsciente de sobrevivência por parte das vítimas.

A mente fabrica uma estratégia ilusória para proteger a psiqué do refém. A identificação com o sequestrador ocorre para propiciar um afastamento emocional da realidade perigosa e violenta à qual a pessoa está sendo submetida.

O sequestrador faz tamanho estrago na mente da vítima porque quase sempre é um psicopata narcisista ou um psicótico delirante paranoide.

Por coincidência, podemos verificar tal tipo de personalidade em alguns políticos nossos conhecidos.

Existe neles sempre a expectativa de explorar os demais. Há neles uma consciência social bastante deficiente e se faz notória uma grande inclinação para violação das regras, sem se importarem com os direitos alheios. A irresponsabilidade social se percebe através de fantasias expansivas e de contumazes e persistentes mentiras.

O psicopata não sente temor de enfrentar ações punitivas, é completamente carente de sentimentos de culpa e de consciência social. Normalmente sua relação com os demais dura tempo suficiente em que acredita ter algo a ganhar.(por exemplo, o período eleitoral).

Ele exibe uma total indiferença pela verdade, e, se descoberto ou desmascarado, pode continuar negando a verdade sempre.

Uma de suas maiores habilidades é a facilidade que tem em influenciar pessoas, ora adotando um ar de inocência, ora de vítima, de líder, enfim, assumindo um papel social mais indicado para a circunstância. Pode enganar a outros com encanto e eloqüência.

Por outro lado, um psicótico delirante paranoide age de modo imprevisível e impulsivo, sem medir consequências, tem humor instável e incapacidade de controlar o comportamento explosivo e conflitante , particularmente quando os atos impulsivos são contrariados . Tem comportamento briguento e imaturo, com dificuldade em manter qualquer ação que não ofereça recompensa imediata, tal qual uma criança. Além disso, tem a tendência a se envolver em relações intensas e instáveis, sempre com crises emocionais. Não poupa esforços para evitar ser abandonado e se envolve em atos de autolesão, suicídio real ou moral. Uma alegria contagiante pode se transformar em tristeza profunda em um piscar de olhos porque alguém “pisou na bola”. O amor intenso vira ódio profundo, porque a atitude foi interpretada como traição.  Além da montanha-russa emocional e da dificuldade em controlar os impulsos, tende a ver a si mesmo e aos outros na base do “tudo ou nada”, o que torna as relações extremamente desgastantes. É capaz de mentir para não ser abandonado ou para se colocar em disputa , mas a mentira é infantil, com narrativa pobre e facilmente desmascarada.

A diferença entre o psicopata e o psicótico é que o psicopata sabe que está agindo errado e o psicótico, na maioria das vezes, não.

Portanto, o povo – eleitor fica uma presa fácil.

O eleitor – refém é aquele que , em função do stress e da frustração decorrentes das loucuras,falcatruas, crimes e mentiras cometidos por alguns governantes e políticos, fica tão assustado que é capaz de defendê-los cegamente e até aliar-se novamente ao candidato-sequestrador nas próximas eleições.

Os sentimentos de frustração , decepção e revolta podem mascarar-se defensivamente e hipnoticamente como idolatria.

O medo da mudança e da própria liberdade vem à tona, o que pode levar a um sentimento de desesperança e até de morte simbólica, através do voto Kamikaze.

Talvez não seja à toa que vários políticos psicopatas sejam eleitos e reeleitos.

A polarização é esquizofrênica.

Está na hora do povo – refém abrir a porta do cativeiro, libertar-se e procurar um candidato melhor do que Lula ou Bolsonaro, um candidato que não seja nem psicopata nem psicótico,  que possa resgatar a dignidade dos brasileiros e recuperar o país,  tal qual uma Phoenix,  para renascer  das cinzas deixadas por esses sequestradores da dignidade do Brasil.

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