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O Brasil é pobre. Queremos ser ricos? – por Diego Casagrande

Eu tento explicar há anos para muita gente que o Brasil não é um país rico. O Brasil é um país pobre.

POBRE!

No IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU estamos na vexatória 79ª posição. Ainda assim, a entidade mundial – e seus critérios – faz uma ginástica para dizer que estamos no grupo do índice “alto”. Nós brasileiros sabemos que não é verdade.

No ranking de liberdade econômica da Heritage Foundation estamos na 153ª posição, na frente apenas de alguns poucos medíocres. Nós brasileiros sabemos que é verdade. Muito verdade.

No Brasil os políticos ficam ricos (há exceções). O povo continua pobre.

Adam Smith disse que “a riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes”.

Ricas são as elites brasileiras, sobretudo aquelas que estão sob o guarda-chuva do dinheiro dos pagadores de impostos: na política, no Judiciário, nos TCEs, nos MPs, etc.

Ter riquezas naturais não faz uma nação rica. Rios, matas e minérios não fazem um povo rico e próspero automaticamente. Fosse assim, nosso povo teria muito dinheiro. E o que somos? Uma nação de desdentados, pobres miseráveis que se equilibram ganhando um salário mínimo de fome, vivendo de biscates ou de bolsas do governo. Na média é isso… Somos um país de sobreviventes.

Enquanto isso, Japão, Coreia do Sul e Austrália, só pra ficar nestes três exemplos, não seriam nada, mas são nações ricas e com ótimo IDH, embora tenham escassez de riquezas naturais como o Brasil.

O que faz um país rico é liberdade de empreender, investimento educacional na base, permitir que as pessoas exerçam a capacidade de criar coisas que serão desejadas por muita gente, livre comércio, carga tributária que não seja um assalto e governos e governantes que não existam apenas para drenar o fruto do trabalho dos cidadãos, dentre tantas outras coisas que não citei.

Quando tudo isso acontece, os frutos da riqueza naturalmente gerada se espalham e a prosperidade alcança a maioria, em maior ou menor grau. Aqueles que porventura não conseguem prosperar podem acabar sendo auxiliados pelo Estado, se assim a população desejar. Estado este que também se torna próspero com a prosperidade geral, desde que seja responsável e não perdulário. No caso do Brasil, além de não termos liberdade para gerar riqueza, somos sugados por parasitas de toda ordem.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo cada um dos 94 deputados estaduais tem direito a automóvel, pago com dinheiro suado dos pagadores de impostos. Uns poucos deputados com vergonha na cara abriram mão do privilégio. Pode uma coisa destas com o nosso dinheiro?

Já se deram conta que na maior parte das pequenas cidades brasileiras existem mais vereadores do que policiais militares para prover a segurança de uma população com medo? Sim. Os pagadores de impostos garantem o emprego de vereadores onde não tem polícia. É inacreditável.

Não existe sistema econômico perfeito. E não creio que existirá um dia, diante da complexidade humana e das nossas imperfeições. Mas o sistema menos imperfeito, o mais aprazível para a convivência entre nós homens e mulheres, o que traz mais e melhores frutos para todos, é o liberalismo. É ele que usa o potencial humano de querer mais, de desejar crescer, de explorar coisas novas, de criar, de almejar uma vida melhor e mais segura, em benefício do ser humano.

Até as pessoas mais egoístas e arrogantes quando criam coisas novas, coisas desejadas pelos outros, coisas que agregam valor, fazem a roda da economia girar e ajudam a emular um ambiente de prosperidade.

Isso só é possível em um ambiente de liberdade.

Que o Brasil não perca mais tempo. Estamos 500 anos atrasados.

(Diego Casagrande é jornalista e editor do site)

 

Jornalista, Editor-Chefe

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