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Nazismo: o filho que a esquerda não assume – por Ianker Zimmer

Na guerra ideológica, quem sai vencedor não é aquele que diz a verdade, mas sim o que tem a capacidade de convencer seu público que seu argumento é o correto. Efetivamente, portanto, o poder de persuasão define o vencedor do embate em vários campos. Com isso, as histórias passam a ser contadas de acordo com as narrativas que prevalecem nos embates ideológicos. E uma das narrativas mais mentirosas adotadas e disseminadas pela esquerda no mundo, é a de que o nazismo foi um regime de extrema direita.

Qualquer historiador ou autor não ideologizado pela narrativa socialista predominante, no entanto, confirma que o nazismo era de esquerda. Sérgio Peixoto Silva (2015), por exemplo, definiu o partido como sendo de esquerda, considerando o programa nazista divulgado em 1920, com seus ideais e reivindicações. Além disso, há inúmeras características que classificam o nazismo como regime de esquerda. Evidentemente, Hitler seguiu uma linha de socialismo com o incremento de suas ideias, mas a questão é o fundamento – que era socialista. Senão vejamos:

Tudo começa pelo nome Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei), que surgiu em 1920, quando Hitler assumiu o DAP (Partido do Trabalhador Alemão – Deutsche Arbeiterpartei) e rebatizou o partido. Pensemos: se o pai do nazismo batiza o partido como “socialista”, qualquer tese que define o nazismo como “direita” deveria ser, no mínimo, questionável – devido à etimologia. Mas as semelhanças entre nazismo e socialismo não param por aí, pois todo o embasamento nazista teve Karl Marx como origem. Vamos entender…

O controle de preços adotado pelos nazistas, por si só, já se constitui evidência de que o nazismo era um regime de esquerda. Isso nada mais foi do que uma prova que o ensinamento de Marx corria nas veias de Hitler! Controlar os preços é o oposto do capitalismo (livre mercado). A crítica ao livre mercado é uma característica marxista. Na Alemanha nazista, as empresas eram controladas pelo governo, sendo apenas “fachadas”. O governo determinava o que devia ser produzido, a quantidade e os salários a ser pagos.  Alguns – leia-se a esquerda ou os enganados por ela – afirmam que a Alemanha nazista era de direita por ter tido empresas “privadas”, o que em tese classificaria o país como capitalista. Mas os “empresários”, na verdade, eram meros fantoches. Tudo era propriedade do estado absoluto comandado pelo Führer. Se o leitor tiver dúvidas quanto a essa questão, leia os itens 13 e 14 do programa nazista, que foi publicado em 24 de fevereiro de 1920, em Munique.

Outro princípio marxista que observamos no nazismo é o controle da imprensa (controle da imprensa, aliás, que sempre esteve na cartilha do PT). O item 23 do programa nazista, juntamente com os incisos 1, 2 e 3 são claros: controle absoluto da imprensa – bem igualzinho aos mandamentos socialistas. A vizinha Venezuela, por exemplo – padrão democrático da esquerda brasileira –, demonstra um exemplo clássico de repressão e de controle à imprensa.

O ódio aos princípios judaico-cristãos é mais um mandamento de Karl Marx que Hitler seguiu: no caso de Hitler, o ódio era direcionado à raça; no caso de Marx, a uma classe: os burgueses (Marx acreditava que a igreja era a base de sustentação da burguesia). Porém, na prática, o mandamento era o mesmo: exterminar o “opressor”. Enquanto o nazismo defendia um a raça ariana “superior”, o socialismo marxista pregava uma classe superior: os oprimidos do proletariado. Há algumas teorias sobre o motivo pelo qual Hitler manifestara tamanho ódio aos judeus, e uma delas dá conta de que um judeu rejeitara o líder nazista (em sua juventude) na tentativa de ingresso ao curso de arquitetura. Contudo, a versão oficial afirma que os nazistas acusavam os judeus de conluio nos negócios, sendo responsabilizados em parte pela grande crise econômica pela qual atravessava a Alemanha. No Brasil, é importante lembrar, partidos como PT, Psol e PCdoB sempre se mostraram resistentes e antipáticos a Israel.

Estado grande: o nazismo implementou um estado totalitário e absoluto, no melhor estilo leninista. O item 25 da cartilha do Führer alemão é muito claro sobre isso: poder absoluto ao Reich (nome oficial para o Estado-Nação alemão no período de 1871 a 1943). Essa linha política é ensinamento de Marx, e teve Lênin como precursor com a Revolução dos Bolcheviques, em 1917, na Rússia.

É possível afirmar que a idiossincrasia que mais representa e define o socialismo é o coletivismo. Já as características que identificam o capitalismo e as ideologias de direita são a individualidade e o liberalismo. No nazismo, entretanto, predominou o coletivismo marxista. Não havia liberdade individual para nada. Tudo era controlado pelo estado, com o coletivismo predominando. Apenas esse fato, portanto, já refuta qualquer argumento que tente classificar o nazismo como regime de direita.

Genocídio: o extermínio em massa imposto por Hitler foi, sem dúvidas, fundamentado nos gulags (campos de concentração) bolcheviques. A estreia da ideia leninista adotada por Hitler na Alemanha foi em 1933, com o primeiro campo de concentração alemão, sob responsabilidade de Heinrich Himmler, líder da SS (a “Schutzstaffel” foi uma organização paramilitar a serviço do nazismo e de Adolf Hitler).

Culto ao grande líder: Hitler era venerado por seus seguidores. A persuasão do discurso de Hitler levou os alemães a adorá-lo e a depositarem nele a esperança pelo fim da grande crise, causada, segundo eles, pelo Tratado de Versalhes (assinado em 1919, com imposições sobre a Alemanha, após o país perder a primeira Guerra Mundial) e pelos judeus. Questionar a veneração ao Führer era imperdoável. Assim como acontecia com Lênin e Stálin.

 A cor de um partido, movimento ou regime, em si, não comprova nada. No entanto, aliando isso a um conjunto de características, pode significar muito. O vermelho nazista é igualzinho a todas as bandeiras do socialismo.

A perpetuação no poder é o objetivo de todo governo marxista. E os nazistas chegaram ao poder da forma mais clássica leninista, “assumindo o poder sem qualquer escrúpulo”, como ensinou Lênin. O partido de Hitler dominou o parlamento, inicialmente comendo pelas beiradas, mas dominando tudo assim que tiveram oportunidade. Usaram a repressão da SS, juntamente com a força da violenta SA (a Sturmabteilung – uma espécie de tropa de choque do partido nazista) como ferramentas para eliminar os opositores. Um exemplo da doentia sede nazista pelo poder foi o incêndio do Reichstag, em Berlin, em 27 de fevereiro de 1933, quando o braço direito de Hitler, Joseph Goebbels, ordenou ao líder da SA fazer o serviço e acusar os opositores. O fato foi o estopim para a tomada do poder de Hitler, então chanceler na Alemanha, que passou a ter força absoluta após isso.

 Atualmente, muitos acabam fazendo confusão pelo fato do partido nazista ser rival do partido comunista alemão (acusados do incêndio), mas isso é irrelevante. Nazistas e comunistas eram duas correntes socialistas diferentes em conflito, mas com a mesma raiz ideologia: o marxismo. Grosso modo, seria como se o PT e o PCdoB brigassem pelo poder no Brasil.

Já caso do governo petista, num socialismo mais bolivariano, a doentia luta pelo domínio absoluto e pela perpetuação no poder no Brasil iniciou com a tentativa de compra do Congresso com o Mensalão e com o Petrolão, além do aparelhamento das instituições e, principalmente, pelo aprisionamento dos eleitores com as políticas populistas irresponsáveis (se o nazismo usava a repressão e os campos de concentração para prender, o petismo prendeu pessoas com o assistencialismo). Mais uma vez, a diferença é o método, com o mesmo efeito prático: o domínio absoluto e a perpetuação no poder.

Domínio na cultura: se na Alemanha nazista houve a conhecida queima de livros (Bücherverbrennung), idealizada por Joseph Goebbels e realizada em 10 de maio de 1933, nas últimas décadas vimos a esquerda e seus movimentos dominarem o Brasil. Eles não queimaram livros, mas boicotaram autores liberais e conservadores, seja na mídia, nas universidades, em congressos e qualquer lado do campo cultural. O método é diferente, como já disse, porém o resultado e o embasamento ideológico são os mesmos. A esquerda brasileira usa há décadas o ensinamento de outro pensador marxista: Antônio Gramsci. Segundo ele, a tomada de poder deve ocorrer pelo domino cultural. Basta ler qualquer livro didático de história e de geografia distribuído no governo do PT para ver Zé Dirceu sendo apresentado como herói revolucionário. Além disso, no campo artístico, há quem diga que a Lei Rouanet serviu para a compra de opinião artística. Alguém tem dúvida?

Por mais de 100 anos a ideologia marxista serviu como inspiração e lei para a fundação de regimes totalitários, como o nazismo, que assolaram países pelo mundo. Muitos países ainda estão debaixo dessa ideologia genocida, como bem citamos acima a Venezuela do tiranete Maduro.

O nazismo tem um pai, e ele é o socialismo marxista – e esta catacrese é inevitável, pois o marxismo gerou muitos filhos, e todos maus. A única diferença entre socialismo e nazismo está na quantidade de mortes: o socialismo exterminou mais de 100 milhões de pessoas (indico a leitura do Livro Negro do Comunismo), enquanto o nazismo ceifou, direta e indiretamente, 40 milhões de pessoas

Na guerra das narrativas sempre venceu quem gritou mais alto, e nisso os movimentos de esquerda sempre foram especialistas. Mas o jogo virou. As pessoas honestas não deglutem mais qualquer bobajol marxista. A verdade, pouco a pouco, começa a aparecer. Uma a uma, as mentiras da esquerda vão ser derrubadas. O nazismo é filho da esquerda.

(Ianker Zimmer é jornalista)

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