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Nazismo, 1964 e os batráquios – por Ianker Zimmer

Na última semana dois temas polêmicos sobre políticas e ideologia repercutiram nos jornais e nas redes sociais. Um deles foi a declaração do chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, afirmando e reafirmando que o nazismo foi um regime de esquerda. O outro é a posição do governo sobre a data 31 de março, fazendo referência à intervenção militar de 1964. Muitos militantes da esquerda, entre eles alguns jornalistas, escritores e professores marxistas, tomaram as redes sociais para jogar a bomba nazista – leia-se a paternidade ideológica – para o colo da direita, enquanto que outros criticam qualquer menção positiva e de comemoração ao acontecimento de meia quatro. Vamos por partes…

A narrativa predominante esquerdista prega que o nazismo foi regime de direita. Isso porque – segundo os defensores da tese – havia empresas “privadas” na Alemanha e Hitler era “antimarxista”.

Acontece que essas “empresas” eram apenas fachadas e os “empresários” meros fantoches do Reich, pois quem determinava o que devia ser produzido, a quantidade, a quem e com qual preço ser vendido (ou distribuído) era o ESTADO. As principais idiossincrasias da direita são a propriedade privada, o livre empreendedorismo e o livre mercado – justamente o contrário do que ocorreu na Alemanha nazista. As ideias marxistas defendem o controle total do mercado pelo estado, enquanto que algumas correntes da newleft pregam a interferência apenas, como no keyneisianismo. Mas é tudo farinha do mesmo saco (o governo manda em tudo ). Ou seja, a essência do capitalismo (direita) é o livre mercado, enquanto que a essência da esquerda é o controle do estado sobre os meios de produção (o que ocorreu na Alemanha nazista).

Hitler foi tão antimarxista que aplicou todos os ensinamentos do amigo de Friederich Engels: estado absoluto, coletivismo, controle dos meios de produção e da imprensa, altos impostos, impedimento a qualquer liberdade individual, culto ao líder e extermínio à classe “opressora” – no caso de Adolf, uma raça: os judeus (Marx entendia que judeus e cristãos formavam a base do capitalismo).

Hitler foi a antítese de qualquer coisa que se pareça como capitalismo e teve um espelho ideológico: Marx. Ponto final.

Já quando o assunto é a intervenção militar de 1964, a linha que divide o correto e o errado é muito tênue. Não apoio qualquer tipo de regime não democrático, todavia é importante todos terem uma convicção: não fosse a intervenção militar, hoje estaríamos cortando cana em fazendas coletivas castristas.

O que a narrativa dos movimentos de esquerda no Brasil denomina como “golpe”, foi na verdade um contragolpe que livrou o país das mãos sanguinárias de revolucionários que tinham Cuba e Fidel Castro como modelo democrático.

Historicamente, quando o socialismo completa seu objetivo – o de acabar com países – os marxistas usam as mesmas táticas de retórica: ou a culpa é do capitalismo opressor imperialista estadunidense (como no caso venezuelano), ou quando há genocídio como no Holomodor – o cruel massacre dos ucranianos -, “Marx foi deturpado” ou distorcem a raiz ideológica, como fazem classificando o nazismo como de “direita”. Além disso, quando a tentativa de tomada do poder pela revolução fracassa, acusam os patriotas que defendem seu país de golpistas – vide 1964.

Não há mais espaço para mentiras ideológicas impostas e difundidas pela esquerda! As pessoas não são mais reféns da narrativa esquerdista. Qualquer um que tenha interesse e boa vontade encontra em bibliotecas e na internet informações suficientes para saber a verdade sobre fatos históricos.

Um agente fundamental nesse processo é a imprensa.

Ela tem o dever de, sempre, mostrar os dois lados dos acontecimentos, como manda o bom jornalismo. Mas não é o que acontece quando o tema é ideologia. Há um posicionamento evidente da maioria dos jornalistas. Por exemplo, se Fidel toma o poder, é “revolução”; se os militares tomam o poder, é “golpe”. O problema não é a posição em si, mas sim a incoerência.

Em Porto Alegre, citando mais um exemplo de hipocrisia, há casos de jornalistas que demonizam o regime militar, manifestando repúdio aos presidentes desse período de governo, mas aplaudem o memorial construído para homenagear o Prestes, preso acusado de ser mandante da execução da jovem Elza. Isso sem mencionar a liderança da Coluna Prestes, que tocou o terror no país na primeira metade do século passado – saqueando casas, estuprando mulheres e matando cidadãos inocentes – e a participação na Intentona Comunista.

O jogo virou. O povo acordou. Não aceita mais deglutir esses batráquios!

(Ianker Zimmer é jornalista)

One Comment

  • “Acontece que essas “empresas” eram apenas fachadas e os “empresários” meros fantoches do Reich, pois quem determinava o que devia ser produzido, a quantidade, a quem e com qual preço ser vendido (ou distribuído) era o ESTADO. ” vide A Lista Schindler, dentro outras biografias similares. Também aconteceu com brasilianos ajudarem os judeus, como Schindler fez.

    Quanto ao “capitalismo”, é parte da ficção do Mensaleiro-mor Marx na teoria do comunismo. O mensaleiro-mor inventou o capitalismo para justificar uma evolução para o socialismo e comunismo.

    Nunca existiu, não existe e nem vai existir capitalismo: “a essência do capitalismo (direita) é o livre mercado, enquanto que a essência da esquerda é o controle do estado sobre os meios de produção (o que ocorreu na Alemanha nazista).”

    Até mesmo o argumento do controle do Estado (Governo) sobre a produção é irrelevante. O Nacional-socialismo é uma versão nacionalista do Internacional-socialismo (“operários do mundo uni-vos”) conselhista (ou conselheiro, pois soviet=conselho em português) e comunista.

    Göebels disse que Marx era um grande filósofo que só foi superado por Hitler, que teria completado a obra de Marx.

    O antogonismo ao comunismo por parte de Hitler não era uma negação do socialismo, mas a eliminação da concorrência.

    “A essência da propaganda é ganhar as pessoas para uma idéia de forma tão sincera, com tal vitalidade, que, no final, elas sucumbam a essa idéia completamente, de modo a nunca mais escaparem dela. A propaganda quer impregnar as pessoas com suas idéias. É claro que a propaganda tem um propósito. Contudo, este deve ser tão inteligente e virtuosamente escondido que aqueles que venham a ser influenciados por tal propósito NEM O PERCEBAM.”
    Joseph Goebbels – https://www.pensador.com/autor/joseph_goebbels/

    A corrupção social-democrata e comunista já foi denunciada por Goebbels em “Não achamos necessário empregar os mesmos métodos do governo marxista social-democrata, embora estejamos numa posição muito melhor do que eles para usar o rádio para combater a criminalidade. Talvez nos apropriemos desse método para expor os monstruosos escândalos de corrupção do governo marxista social-democrata, que foram descobertos nos últimos 14 anos.”.

    Para Goebbels, “A democracia não é nada mais do que a exploração internacional da riqueza nacional pelo capital financeiro com a tolerância tácita de Nossa classe média “nacional”.”

    Quanto à classe-média, Goebbels a define muito bem quando diz que “não é anticomunista porque acredita na ameaça do comunismo para a nação e as tradições nacionais, mas porque ele tem medo de que os comunistas vão roubar sua fortuna, tranquilidade e segurança.”

    Aliás, hoje na Europa, o mesmo vale para o Islã.

    A visão da burguesia conincide com a Marxista: ” “O patriotismo burguês é o privilégio de uma classe.”

    – Fonte: Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken. Munich: Verlag Frz. Eher, 1932.”

    Quanto à diferença entre os socialismos soviético e alemão, diz: “” “O nacionalismo tem maior alcance do que o internacionalismo. Vê as coisas como elas são. Apenas quem respeita a si mesmo pode respeitar os outros. Se na qualidade de um nacionalista alemão eu afirmo a Alemanha, como posso defendê-la de um nacionalista francês que afirma a França? Somente quando essas afirmações conflitam de modo visceral haverá um conflito político de poder. O internacionalismo não pode desfazer essa realidade. Os seus esforços de prova falham completamente.”

    – Fonte: Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken. Munich: Verlag Frz. Eher, 1932.”

    O senso lógico de Goebbels é perfeito – embora você possa discordar: ” “O pecado do patriotismo burguês foi confundir uma determinada forma econômica com o nacional. Ele conecta duas coisas que são complemente diferentes. As formas da economia, ainda que pareçam sólidas, são mutáveis. O nacional é eterno. Se eu misturo o eterno com o temporal, o eterno necessariamente colapsará quando o temporal colapsar. Isso foi o verdeiro motivo do colapso da sociedade liberal. Ela era alicerçada não no eterno, mas no temporal, e com o declínio do temporal veio junto o declínio do eterno. Hoje em dia é apenas uma desculpa para um sistema que traz uma crescente miséria econômica. Esta é a única razão pela qual o judaísmo internacional organiza a batalha das forças proletárias contra ambos os poderes, a economia e a nação, e os derrota.”

    – Fonte: Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken. Munich: Verlag Frz. Eher, 1932.”

    E Goebbels se encontra com o socialismo em ” A fé na nação é um assunto para todos, jamais para um grupo, para uma classe ou para uma panelinha econômica. O eterno deve ser distinguido do temporal. Manter um sistema econômico podre não tem nada a ver com nacionalismo, que é uma afirmação da Pátria. Posso amar a Alemanha e odiar o capitalismo. Não apenas posso, eu devo. Apenas a aniquilação de um sistema de exploração trará consigo o âmago do renascimento do nosso povo.”

    – Fonte: Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken. Munich: Verlag Frz. Eher, 1932.”.

    A Europa de hoje confronta o passado na revisitação do nazismo pelos muçulmanos, que acusam os europeus de racistas e nazistas por não se submeterem ao Islã (Islã=submissão, em português) com o objetivo de reinstalar e reconquistar o Califado da Europa e a negação de suas nacionalidades pela identificação consagrada do nacionalismo com o nacional-socialismo E com o internacional-socialismo. Acontece que os comunistas ganharam anistia total por se aliarem aos EUA contra os nazistas, o que os americanos cumpriram até hoje.

    Por isto o HOLODOMOR não é conhecido e o HOLOCAUSTO é.

    NAZISMO MARXISTA
    http://www.ilisp.org/artigos/hitler-o-marxista-heterodoxo-que-tentou-implantar-utopia-socialista/

    “Numa época onde a União Soviética era o único estado socialista no mundo e Hitler adotou a retórica antibolchevique como parte de seu apelo popular, é compreensível que ele relutasse em falar abertamente sobre as suas fontes – em público, Hitler sempre se declarou um antimarxista. Sua megalomania impedia que ele se declarasse discípulo de qualquer pessoa. E isso levou a uma estranha e paradoxal aliança entre os historiadores de esquerda modernos e a mente de um ditador. Muitos analistas atuais se recusam a analisar a mentalidade de Hitler e aceitam, sem questionar, o slogan “Cruzada contra o Marxismo” como uma síntese de sua visão, classificando Hitler e seu nacional-socialismo, erroneamente, como sendo “conservador” ou de “extrema-direita”.

    Em suas conversas privadas, Hitler reconhecia sua dívida com a tradição marxista. De acordo com Hermann Rauschning, um nazista que conheceu Hitler antes de sua ascensão ao poder em 1933 e publicou as conversas que teve com o ditador, Hitler afirmava que “havia aprendido muito com o marxismo”
    Ele se orgulhava de ter se aprofundado na lógica marxista quando era um estudante, antes da Primeira Guerra Mundial, e posteriormente na prisão em 1924, para onde foi levado quando sua tentativa de golpe (o Putsch de Munique) falhou. O problema dos políticos da República de Weimar, como Hitler afirmou a Otto Wagener, era que “eles nunca leram Marx” e acreditavam que a Revolução Russa de 1917 era apenas “uma questão limitada à Rússia” e não um acontecimento que teria mudado a história humana. Suas diferenças com os comunistas eram mais táticas do que ideológicas. Para Hitler, os comunistas eram meros panfleteiros, enquanto ele acreditava que “tinha colocado em prática o que esses vendedores ambulantes e empurradores de canetas começaram timidamente”, afirmando, com todas as letras, que “todo o nacional-socialismo era baseado em Marx”.”

    Comunismo Marxista e Nazismo Marxista

    https://aleconomico.org.br/marx-e-hitler-mais-parecidos-do-que-voce-imagina/

    Versão ampliada do artigo em https://www.facebook.com/notes/c%C3%A9sar-serradas/marx-hitler-o-que-n%C3%A3o-sai-no-enem/10156150820150371/

    “A ideia deste artigo é demonstrar evidências que: (i) Marx era racista, antissemita, xenófobo e além disso preconizava uma revolução violenta; e que (ii) o nazismo é uma doutrina socialista que combatia o capitalismo e a propriedade privada. Não serão feitas muitas considerações além de expor o que um e outro escreveram pelo próprio punho.”

    “Vou deixar abaixo duas citações e vou pedir a quem me possa estar a ler que imagine qual delas poderá corresponder a cada um dos autores – Marx e Hitler.

    – Primeira citação [1]:

    Nós somos socialistas e inimigos do sistema económico capitalista atual, feito para a exploração dos economicamente frágeis – com seus salários injustos, com a sua indecorosa avaliação do ser humano de acordo com a riqueza e a propriedade, em vez da responsabilidade e desempenho. Estamos determinados a destruir este sistema a todo custo.

    – Segunda citação [2]:

    O que, em si, foi a base da religião judaica? A necessidade prática, o egoísmo.

    Se imaginou (previsivelmente) que a primeira citação é de Marx e a segunda de Hitler adianto-lhe que se enganou. Pode depois confirmar as fontes, mas a primeira frase – socialista e anti-capitalista – é de Hitler; e a segunda frase – antissemita – é de Marx. ”

    Rio Revolta

    Análise Política, Histórica, Econômica e Social
    O “marxismo” citado no Mein Kampf de Adolf Hitler.
    Disponível em https://riorevolta.wordpress.com/2013/05/14/o-marxismo-citado-no-mein-kampf-de-adolf-hitler/.

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