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Na inovação das cidades, gestão pública é “deserto de ideias”, diz especialista

Infelizmente, a gestão pública é um deserto de ideias na hora de modernizar e inovar nas cidades, ou um repositório de ideias que simplesmente não ganham os holofotes porque talvez ajudariam muitas pessoas. Quem afirmou isso foi Jacques Meir, diretor-executivo de conhecimento no Grupo Padrão, em um artigo publicado no portal especializado Whow!.

“Não há por que acreditar que metodologias e dinâmicas eficazes como design thinking, agile, kanban, hackatons não sejam empregadas, reunindo equipes multidisciplinares, da administração pública e do setor privado, jovens, senhores, profissionais variados, para criar soluções inteligentes, de baixo custo e que possam ser rapidamente implementadas. O que vemos diante de nós são processos e práticas “old school”, ideias velhas, entulho ideológico, narrativas rasas, discurseiras infinitas ou apenas a estupidez empoderada pela burocracia que reina soberana sobre os cidadãos indiferentes. E, são indiferentes porque a cidade não os motiva, inspira, provoca ou se mexe”, completa.

Ele afirma que falta inovação capaz de fazer a diferença no dia a dia, o que por si só significa um descolamento brutal e escancarado da realidade e de como a criatividade aplicada a problemas traz resultados que melhorem a vida das pessoas. “Um simples mutirão de startups certamente faria em dias o que os políticos levam décadas para idealizar, propor e implementar. Sim, é realismo fantástico, inexequível e ilusório. Inovação é avessa à burocracia e vice-versa. Enquanto isso, os cidadãos continuam a viver e a trabalhar em uma cidade que se torna mais hostil, burra e inviável a cada novo velho dia”, conclui.

(Equipe do site)

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