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Mulher, negra e morta por bandidos. Heroína que será esquecida – por Diego Casagrande

A soldado Marciele Renata dos Santos Alves, 28 anos, perdeu a vida após ser atropelada por criminosos.

Foi em Sério, no interior do Rio Grande do Sul, estado que um dia foi próspero mas que se tornou um faroeste neste terceiro milênio.

Local onde as quadrilhas menos violentas degolam seus inimigos e espalham os pedaços por aí.

Antes, em uma troca de tiros, Marciele e seus colegas da Brigada Militar do RS enfrentaram e neutralizaram dois bandidos perigosos de um bando de ladrões de carros.

Um terceiro delinquente também morreu no confronto que se seguiu.

Natural de Cachoeira do Sul, Marciele era policial militar desde 2012 e servia no Pelotão de Operações Especiais de Santa Cruz do Sul.

Mulher e negra, não será lembrada em passeatas porque não fazia política e não pertencia a partidos de esquerda. Mas sobretudo será esquecida porque era policial.

Na inversão de valores e princípios em que estamos mergulhados, produto meticulosamente construído pela esquerda ao longo de décadas, bandidos se tornam vítimas e as verdadeiras vítimas são os “opressores”.

No Brasil de hoje, heróis de verdade acabam esquecidos, enquanto alpinistas sociais não raro são exaltados.

Não haverá passeatas e hashtags para ela.

Marciele não se enquadra na narrativa vitimista que gera manchetes de jornais editados por jornalistas militantes.

Nas reportagens, você sempre vai encontrar com grande destaque quantos foram mortos em confronto com policiais, mas raramente verá destaque no número de policiais mortos pela criminalidade.

A vida deles vale menos…

Mulher e negra, Marciele combatia aquilo que no fundo, estes que escondem os verdadeiros heróis, defendem: o crime e seus protagonistas.

Mais uma que deu a vida para proteger a sociedade.

Mais uma que morreu por nós.

Merece ser condecorada, mesmo que post mortem, para que seja lembrada como o que verdadeiramente foi.

(Marciele Renata dos Santos Alves)

Jornalista, Editor-Chefe

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