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Mujica, perdi meu tempo! – por Andre Burger

Perdi meu tempo assistindo ao documentário “El Pepe uma Vida Suprema” (Netflix) sobre os últimos dias de José Mujica como presidente do Uruguai.

A começar pelo título que não corresponde a vida completamente medíocre do ex-presidente.

Nada há de supremo num homem de 80 anos dos quais quatorze foram na prisão e os demais lutando para implantar um regime político que é contra as liberdades e os direitos individuais.

O que é supremo em alguém que se orgulha de ter sequestrado pessoas, assaltado bancos e ser amigo de tiranos como os irmãos Castro?

Mujica é apenas um populista de esquerda que anda num fusca velho para parecer frugal, mas com um relógio Breitling no pulso e um trator moderno no sítio. Para alguém que se propôs a presidir um país, ainda que pequeno como o Uruguai, ver o desleixo com sua aparência, casa e terras dá significativas mostras de que faria um governo sem brilho algum.

Seu governo teve um desempenho econômico tão medíocre como ele, com um crescimento médio do PIB de 3,2% ao ano durante seus cinco anos, enquanto nos cinco anos anteriores essa média foi de 6,6%. Sua mais conhecida realização foi legalizar a maconha, apesar de uma pesquisa divulgada pelo instituto Cifra de 2014 mostrar que 64% dos uruguaios eram contra a lei que a regulamentou. Entre esses, até mesmo alguns usuários são contrários devido ao excesso de regulamentação: para consumir a planta legalmente no país, eles devem ser cadastrados como usuários, tendo direito a comprar até 40 gramas mensais de maconha em farmácias, plantar até seis pés de cannabis para consumo próprio, ou fazer parte de clubes com uma quantidade de sócios que pode variar entre 15 e 45 pessoas.

Ou seja, Mujica burocratizou e estatizou até a maconha.

Ao longo do filme, Mujica demonstra não sentir remorço pelos crimes cometidos, como nesta frase: “é lindo entrar num banco com um (revólver) 45”.

Ele nunca entendeu como funciona o mercado e nega que o capitalismo venha tirando da pobreza milhões de pessoas desde o início do século XIX.

Sua frase “O mercado nunca dará moradia aos pobres” retrata isso.

A esposa, Lucia Topolansky, que é vice-presidente desde 2017, é da mesma estirpe. Diz emocionada ter orgulho do tempo que falsificavam documentos em entrevista no seu gabinete com uma foto de Che Guevara decorando a estante.

Mujica deixa claro não acreditar no ser humano.

Quando perguntado o que faria se tivesse uma fortuna, responde que jamais a teria, pois cuidar para não ser roubado ocuparia muito do seu tempo. Isso conta muito sobre seu próprio caráter.

Ele encerra o documentário dizendo absurdos para qualquer um que tenha a liberdade como valor principal: “Não existe o indivíduo” e “Não existe coisas como suas e minhas”.

Mujica é um exemplo de alguém que parou no tempo e se orgulha disso. Sua breve fama internacional se deve ao seu modo de vida midiaticamente despojado e pela legalização da maconha.

Será mais um herói da esquerda latino-americana.

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