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Mitologia explica – por Carla Rojas Braga

Mitos ou lendas são narrativas fantasiosas para explicar certas situações sem aparente explicação real para o povo. Mitômano é a pessoa que se utiliza da mentira fantástica na maior parte do tempo. Embora todo mundo minta, existe diferença entre a mentira banal e a mentira compulsiva, a mitomania.

O mitômano usa a mentira e a negação como um modo de vida. Negação é um mecanismo de defesa do ego, criado por Freud em 1923, que serve para a proteção do ego frente a perigos, reais ou imaginários, e medo do enfrentamento dos mesmos. É largamente usado pelas crianças, incapazes de lidar com seus medos. ” Se eu nego, então o perigo não existe e eu não tenho medo”. Quando utilizado inadequadamente, ao invés de nos proteger, incapacita.

O mitômano mente constantemente, negando a realidade, a qual insiste em exigir um comportamento maduro. Nega a realidade porque tem medo e acha que é incapaz e mente criando histórias fantásticas. Boquirroto, tem prazer em mentir. É o momento no qual tenta demonstrar sua força imaginária com histórias mirabolantes.

A mitomania é um risco para o psicológico do paciente, que pode ser profundamente afetado pelas fantasias constantes. Com a reincidência das histórias fantasiosas, o indivíduo pode acabar acreditando em uma realidade que não existe e se afundar em uma espécie de isolamento. Pelo afastamento da realidade, a doença pode evoluir para quadros graves, de transtorno anti- social a delírios, num quadro psicótico. O mitômano prioriza fantasias sobre circunstâncias reais. Isso porque sua personalidade é narcísica e quer ser sempre admirado. Seu maior sofrimento é ser rejeitado e abandonado.

O mitômano nada mais é do que um grande inseguro. Age como uma criança birrenta.

Assim, tenta adaptar a realidade a seu personagem, de acordo com a circunstância e com suas necessidades egóicas. Tem baixo limiar de tolerância às frustrações, é infantilóide. Pela mente regressiva,tem dificuldade para entender os sentimentos dos outros. Sem empatia. Sua impulsividade não tem freios e não se deprime porque não tem remorso.

Um mitômano precisa de intervenção, tratamento, internação hospitalar ou carcerária, para ser protegido e proteger os outros.

Todo o cuidado é pouco.

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