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Liberdade de imprensa: as duas caras de Rodrigo Maia

Embora tenha obtido na última eleição parcos 74.232 votos em um dos estados mais populosos da Federação (RJ), o presidente da Câmara Rodrigo Maia não se cansa de agir como se presidente da República fosse.

Chama atenção o esmero em tentar abafar projetos importantes para o país, como a Lei Anticrime de Sérgio Moro, desfigurada em uma comissão cujo maior destaque era Marcelo Freixo (Psol).

Em relação à liberdade de imprensa, a hipocrisia, as duas caras ficam patentes.

Ontem, ao saber da denúncia contra Glenn Greenwald, que segundo o Ministério Público Federal foi muito além do papel de jornalista e orientou os criminosos que estavam hackeando autoridades públicas da Lava Jato, ele se apressou em defender o jornalista militante.

“A denúncia contra o jornalista @ggreenwald é uma ameaça à liberdade de imprensa. Jornalismo não é crime. Sem jornalismo livre não há democracia”, escreveu ele no Twitter.

Até onde se saiba, por mais importante e fundamental que seja a liberdade de imprensa, jornalistas não têm salvo-conduto para cometer crimes.

No entanto, em abril do ano passado, questionado sobre a censura do ministro Alexandre de Moraes do STF à revista Crusoé (mais tarde derrubada), o mesmo Rodrigo Maia não moveu uma palha. Ao contrário, tentou legitimar a indefensável censura.

“Ele tomou a decisão baseado em informações concretas. Vai gerar sempre a polêmica, mas vamos esperar o desenrolar dos próximos dias para a gente ter clareza que há uma separação entre censura e fake news para que a gente possa também aguardar o andamento para que também a gente não se manifeste em relação a outro poder sem todas as informações concretas” afirmou.

Não por acaso, o site O Antagonista fez uma nota sobre o assunto com o título EM DEFESA DA CENSURA.

No próximo episódio envolvendo jornais, jornalistas, censura e crimes, com qual das caras Rodrigo Maia vai aparecer?

One Comment

  • Marcelo disse:

    Não se esqueçam daquele episódio do “grampo do Temer”, e a campanha que Globosta fez para o afastamento do Presidente da República.
    Independentemente do conteúdo, grampear um presidente é um crime contra a segurança nacional!

    Tentaram a todo custo, derrubar Temer. Quem era o próximo na linha de sucessão? Botafogo!!

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