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Latinos têm medo do erro e inovam pouco, diz especialista

Os diferentes países que compõem a cultura latina compartilham o medo do erro e a aversão à concorrência, afirmou Graziela Di Giorgi, que é CGO da Scopen e autora de O Efeito Iguana, em um artigo publicado no portal especializado Whow!. Ela explica que esses países tendem a serem pouco adeptos a trocas de conhecimento e à vulnerabilidade que isso implica.

“Historicamente são culturas protecionistas e que demoraram mais em se industrializar. Somado a isso, aos latinos lhes faltam a visão de longo prazo, pela desconfiança de tudo que possa dar errado. Focam no ‘ver para crer’, com o objetivo de enxergar resultados rápidos que ofereçam algum conforto em seguir adiante. É esse imediatismo e a aversão ao risco que acabam dificultando o processo de inovação, que exige uma mentalidade contrária”, comenta.

Ela, que vive na Espanha, comparou o seu país atual com o Brasil, onde nasceu, e concluiu que os espanhóis são muito mais parecidos com os brasileiros do que com os dinamarqueses, por exemplo, que estão geograficamente mais perto. “Em termos de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, o panorama confirma a semelhança entre culturas latinas. Enquanto a Espanha investe 1,24% do seu PIB (ano de 2019) em P&D, o Brasil investe 1,16%, sendo 0,55% oriundo de investimento privado, e 0,61% de investimento público. Enquanto países nórdicos, como a Dinamarca ou a Alemanha, investem 3% em inovação tecnológica”, conclui.

(Equipe do site)

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