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Judiciário: a “merdocracia” compensa?

A Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) defendeu publicamente o juiz Jeronimo Azambuja Franco Neto, da 18ª Vara do Trabalho de São Paulo.

Ele usou termos chulos e teria violado o código de ética da magistratura ao emitir uma sentença criticando o presidente Jair Bolsonaro e vários de seus ministros, incluindo Sérgio Moro e Paulo Guedes.

Segundo o magistrado, o Brasil vive uma “merdocracia neoliberal neofascista”.

“A merdocracia neoliberal neofascista está aí para quem quiser ou puder ver (…) Creio que as palavras supra bem elucidam o que denomino merdocracia, isso mesmo, o poder às merdas. (…) No aspecto do trabalho, são também exemplos da proliferação neofascista a cadavérica Reforma Trabalhista. (…) E aqui nem preciso lembrar as múltiplas medidas provisórias, melhor designadas de merdas progressivas oriundas do Presidente da República”, escreveu ele.

Noemia Porto, presidente da Anamatra, disse que não é possível “julgar o julgamento” de Franco Neto, e que a entidade o defenderá em caso de uma representação por parte da Advocacia-Geral da União (AGU), o que foi anunciado que será feito.

Hoje, o Instituto Nacional de Advocacia (Inad) entrou com representação no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) solicitando punição disciplinar ao magistrado, inclusive aposentadoria compulsória.

A entidade sustenta que houve desvio de finalidade e quebra de decoro do juiz, o que também gerou prejuízo ao erário público.

Humberto Martins, vice-presidente do STJ e corregedor-nacional da Justiça será o relator.

Se for excluído da magistratura e aposentado com a integralidade dos vencimentos, tudo pago com o suado dinheiro dos impostos dos brasileiros, o juiz ficará décadas recebendo dinheiro dos brasileiros sem trabalhar. Isso não é tão raro assim no sistema brasileiro.

Neste caso, não terá a “merdocracia” compensado?

(da redação)

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