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Intervencionismo X Liberalismo: o econômico não é meramente instrumental – por Alex Pipkin

Tenho posto que a batalha fulcral que está sendo travada – visível ou não – é aquela entre os apoiadores da liberdade individual e econômica, e os defensores do coletivismo, do aumento do Estado e seu nefasto intervencionismo, e da liberdade fantasiada de políticas identitárias, essas intolerantes à qualquer um que pense distintamente de tal agenda.

Infelizmente a pandemia da Covid-19 tocou de forma mais profunda nos corações e nas mentes altruístas e/ou necessitadas, aguçando a ilusão de que a redenção tem que advir do bondoso – e gigantesco – Estado.

Nada mais longe da verdade. Como cabalmente vimos, as empresas se readaptaram as novas circunstâncias e as imposições do Estado, inclusive mudando suas operações, a fim de produzir bens e serviços na tentativa de frear a pandemia. As próprias vacinas foram desenvolvidas em tempo recorde pelas empresas privadas.

Apesar disto, muito embora a máscara se torne o próprio homem – ou mulher, ou um membro LGBTQIS -, esta não cai. Uma mentira contada muitas vezes, especialmente hoje, pode tornar-se uma verdade; factualmente respiramos na era da pós-verdade.

O Brasil não cresce economicamente – e portanto, o crescimento social se debilita – e não vai crescer enquanto não houver de fato uma agenda de genuína abertura para o mundo (Sem dúvida, conjuntamente com outras reformas estruturantes).

Não firmamos acordos de comércio significativos, o Mercosul mais atrapalha, não recebemos investimentos externos que poderíamos potencialmente alçar e, em especial, não alcançamos economias de escala em produção e em logística, além de não participamos dos fluxos tecnológicos de inovação mundiais. Sou obrigado a concordar com Fernando Collor; ainda manufaturamos “carroças”.

A ironia é que a grande política industrial dos últimos tempos, foi a das intervencionistas políticas nacional-desenvolvimentistas, cujas quais dispensam maiores comentários sobre os seus – devastadores – resultados.

Evidente que a falta de “vontade política” reflete esse Estado grande intervencionista que favorece os amigos do rei em detrimento dos empresários “reles mortais”; só faz 200 anos!

Não tem adiantado bater na mesma tecla, quando são os burocratas estatais que definem quem serão os vencedores e os perdedores, o que mais importa são os corredores de Brasília.

Todos já deveriam saber que nos mercados existe a soberania do consumidor, que escolhe em razão daquelas organizações que melhor satisfazem suas necessidades e seus desejos em nível funcional, social e/ou emocional.

Claro que a China é uma ditadura, ninguém quer ter suas redes sociais controladas, por exemplo, mas o país é o paradigma da liberdade de mercado, que serve de motor para a geração de riquezas e maior prosperidade.

Enquanto isso, por aqui, embarcamos na brincadeira séria do Estado entretendo-se de empresário, e empresários distraindo-se de autoridades estatais. Esses também desejam salvar o mundo.

A maior intervenção estatal por conta das iniciativas ESG, por exemplo, irá cobrar a conta e penalizar, sobretudo, os médios e os pequenos empresários. Não seria mais lógico e saudável deixar as escolhas estratégicas para os executivos que conhecem profundamente as características explícitas e tácitas de seus mercados e clientes/consumidores? Acho que o lucro “vai gritar”…

Não, não é isso fez crescer o padrão de vida e a prosperidade mundial. Definitivamente não foi isso.

As empresas, meu juízo, deveriam focar nos seus respectivos negócios, inovando e solucionado os problemas dos consumidores. O lucro é a sinalização desse atingimento, portanto, socialmente responsável e criador dos recursos para o pagamento dos impostos que sustentam os bens públicos.

Os governos, por sua vez, devem gerar às condições sistêmicas para a criação de mais riqueza nos mercados e, assim, o provimento de serviços públicos de alta qualidade para a população, além, é claro, de programas sociais embasados, técnicos e inteligentes.

Por que insistimos e/ou “inovamos” com aquilo que não dá certo?

Mais Estado e mais intervencionismo é o caminho para o descaminho!

doutor em administração

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