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Índices gerais dos preços podem pressionar inflação dos alimentos

Os Índices Gerais de Preços (IGPs) podem fechar este ano a 12,41%, na maior taxa desde 2004, considerando o IGP-M e podem pressionar a inflação dos alimentos, segundo os analistas de mercado. No período de um mês entre os dias 15 de julho e 14 de agosto, a mediana das estimativas do Focus para o IGP-M de 2020 saltou de 6,25% para 8,94%.

“Se o IGP-M fechar agosto na mesma taxa dos últimos dez dias [2,34%] e subir 0,5% em média de setembro a dezembro, vai chegar ao fim do ano com alta de 11,41%. Mas isso é uma estimativa muito conservadora”, afirma o economista Alexandre Lohmann, da GO Associados. A alta de 0,5% é, de acordo com ele, a média mensal de longo prazo do IGP-M. Mas é quase duas vezes inferior à média do índice em 2020, de 0,94%.

Ele explica que a tendência é que os IGPs continuem pressionados nas próximas divulgações, com variações acima da casa de 2,0%. “O aumento da soja vai pressionar o preço da farinha de soja e a escassez de oferta e a alta demanda chinesa não vão desaparecer, porque a China não vai reconstituir seus estoques no curto prazo”, afirma o analista. “Ainda não revisei meu cenário, mas 11,40% eu diria que é uma projeção conservadora”, completa, em entrevista ao portal Estadão.

(Equipe do site)

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