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GOVERNO FEDERAL GASTA R$ 172 MILHÕES EM CÓPIAS DE DOCUMENTOS

Uma pesquisa realizada pela ONG Contas Abertas identificou que a administração pública federal gastou R$ 172,8 milhões para fazer cópias de documentos em 2017. Dados divulgados pelo Ministério do Planejamento indicam que essas despesas cresceram 14% nos últimos dois anos, passado de $ 137 milhões para R$ 156 milhões.  

De acordo com especialistas, essa é considerada uma alta muito expressiva porque, com o processo de informatização, os gastos com reprodução de documentos deveriam ser reduzidos. Newton Marques, especialista em finanças públicas e integrante do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, afirma que esses gastos são excessivos e vão contra o ajuste fiscal nas contas públicas.  “É preciso analisar se foram criados mais órgãos ou repartições que justifiquem essa elevação do custo, o que, ao meu ver, não ocorreu. Se houve avanço sem motivo, o governo precisa justificar por quê”, declara. 

Os recursos gastos com cópias são suficientes, por exemplo, para construir mais de 2,3 mil habitações do programa Minha Casa Minha Vida, o que beneficiaria mais de 4,8 mil pessoas. Para Bruno Lavieri, analista da 4E Consultoria, cortar esse tipo de gasto é importante para evitar desperdícios e aumentar a efetividade dos recursos públicos, mesmo que ele não seja tão alto em comparação com outros custos. “O uso irregular de materiais nos órgãos públicos é bem nítido. Por mais que haja um esforço do topo, dos gestores, ainda é muito difícil disseminar essa mentalidade no setor público”, afirma. 

O Ministério do Planejamento se pronunciou em nota informando que está tomando medidas para reduzir o consumo de papel e aumentar a digitalização de serviços. O Processo Eletrônico Nacional-Sistema Eletrônico de Informações (PEN/SEI) é uma dessas medidas e já foi implantado em 357 órgãos.  

(Equipe do site)

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