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Fé, religião e façanhas – por Carla Rojas Braga

Estamos no dia da comemoração maior dos gaúchos (20 de setembro), da Revolução Farroupilha, num momento difícil para todos e fiquei pensando sobre religião e fé e essas façanhas.

Não sou muito religiosa, mas como católica, tenho algumas crenças. Acredito muito na Santa Rita.

E como alguns da família são judeus, tenho minhas crenças judaicas também. Gosto também de acreditar um pouco na doutrina espírita. Têm mensagens reconfortantes para o luto.

Mesmo assim, não creio que apenas um Ser externo a nós, mágico,  possa ajudar a todos a toda hora,  mesmo nessa hora da pandemia.

Creio na fé de cada um de nós.

Creio que a reza estimula a fé, e esta, por sua vez, estimula nossa fé em nós mesmos, aumentando a auto estima e nos dando mais condições de superarmos os obstáculos, as dores, as tristezas, e também nos dando mais força para sermos mais felizes, que é o que realmente importa, e , acho, que é o que qualquer Deus gostaria para seus filhos.

Na verdade, a ciência também explica que a reza e a fé atuam no cérebro,  no córtex pré frontal e no sistema límbico e reforçam a auto estima , promovendo aumento da imunidade e acelerando a recuperação de doentes.

Em períodos de doenças e dificuldades,  todos nós, uma vez que outra durante a vida, morremos simbolicamente,  e depois precisamos ressuscitar.

A fé é necessária para a sobrevivência.

Toda e qualquer fé do bem.

Mas de nada vai adiantar a fé, se todo mundo resolver negar que ainda é preciso não fazer aglomerações e usar máscaras para podermos sobreviver.  Não se deixe iludir pelo negacionismo psicótico que anda por aí.

Estamos todos no mesmo oceano agitado pela tempestade.

Mas não estamos todos no mesmo barco. Alguns estão em navios de cruzeiro,  outros em lanchas, em barquinhos à vela, em botes, ou em simples canoas.

Outros apenas agarrados à uma tábua.

Um milagre e uma façanha de verdade agora são feitos pela vacina aplicada em mais de 80% dos gaúchos e porto-alegrenses , distanciamento físico,  higiene e uso de máscaras.

Dá uma força  pra Deus e cuida de ti e dos outros, pra não morrer mais tanta gente.

Depois que isso passar,  vamos compensar todos os abraços e beijos não dados e com juros.

Sirvam (mesmo) nossas façanhas de modelo à toda terra, porque agora dá pra ter orgulho de ser gaúcha e pega um casaquinho, porque vem aí uma semana de chuvas.

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