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ESPECIALISTAS DEFENDEM REFORMAS PARA IMPUSIONAR ECONOMIA BRASILEIRA

Economistas brasileiros alegaram na quinta-feira (26.04), através de um documento detalhado, que a ausência de reformas econômicas no país pode gerar uma nova crise. De acordo com o diagnóstico, caso medidas não forem tomadas, poderemos ver nos próximos anos uma nova alta na inflação, além de um possível calote no governo. 

A declaração, que faz parte de uma série chamada Panorama Brasil, foi assinada e apresentada pelo economista Marcos Lisboa, presidente da instituição de ensino superior Insper e coordenado por Ana Carla Abrão, colunista do Estado e sócia da consultoria Oliver Wyman, e Vinicius Carrasco, professor da PUC-Rio, e salienta que as medidas independem de quem estiver no poder. “Não é um programa de governo. É uma contribuição para o debate. Por acaso, o momento é bastante propício. Mas nossa ambição é que a série se mantenha viva por muito tempo, independentemente do ciclo eleitoral”, afirma Ana Clara. 

Dentre os argumentos usados para garantir a necessidade de reformas, o relatório compara o crescimento do Brasil com o de outros países emergentes e aponta que o tempo para o país alcançar a economia do Chile, por exemplo, é de 38 anos, se seguir no mesmo ritmo que vem tendo há 20 anos. ” Necessitamos de uma reforma urgente ou vamos ficar piores, ou teremos mais crise nos Estados, com consequências na saúde, na educação e na segurança, ou crise no governo federal, com inseguranças como aumento de impostos, ou risco de inflação ou calote. Com esse ambiente de risco, não se deve estranhar que, mesmo com queda de juros, a economia ainda ande de lado”, alerta o documento. 

Um dos principais obstáculos para o crescimento da economia brasileira, segundo os especialistas, é o baixo investimento em infraestrutura, que não cresce significativamente desde 2010.  

(Equipe do site)

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