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Energia solar: tecnologia, economia e sustentabilidade

Ianker Zimmer, jornalista

Há cerca de 20 anos no mercado, a Voltmais se tornou referência em atendimento e tecnologia no segmento de energia solar, no Rio Grande do Sul.

De acordo com o CEO da empresa, Júlio César Müller, cada vez mais as pessoas vão optar por esse modelo de energia que, além de renovável, gera impacto no bolso do consumidor: a redução da conta de energia chega a mais de 90%. Esses fatores combinados à qualidade do serviço da VoltMais, segundo ele, são o motivo do sucesso da empresa.

Müller viajou diversas vezes à Europa, especialmente à Alemanha, de onde trouxe especialização e capacidade de mão de obra e tecnologia de ponta para projetar e construir as usinas fotovoltaicas.

A empresa, com sede em Estância Velha (RS), está expandido. “Nossa nova sede está sendo construída às margens da BR-116, na esquina com a rua Rincão, em Novo Hamburgo. O terreno é próprio e o local privilegiado”, afirma. O CEO também diz que a VoltMais está apta a construir tanto projetos para residências pequenas como usinas a empresas e indústrias de grande porte. “A energia fotovoltaica pode ser usada em residências ou pode suprir a demanda de um grande estádio de futebol, como a Arena do Grêmio, por exemplo”, complementa Müller.

No início do ano de 2020, a absurda proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de taxar a energia fotovoltaica esbarrou no interesse público. Predominou o bom senso, e o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Congresso travaria o avanço da proposta, isso após ele se reunir com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e do Senado, Davi Alcolumbre – ambos do DEM.

A possibilidade de taxação, naquele momento, gerou uma série de críticas na internet contra a Aneel e até virou meme, com frases como “cobrar imposto sobre o sol? Só no Brasil.”

O fato é que a energia solar é um caminho sem volta, devido à sustentabilidade, à economia e à tecnologia que são incomparáveis às demais alternativas de energia, como as “arcaicas usinas movidas a carvão e térmicas, totalmente inviáveis economicamente” cita Müller. “Apesar das muitas hidrelétricas serem de geração barata”, segundo ele, “deveria-se optar pelas PCH e GCH para usar como uma reserva das demais fontes de energia (leia-se PCH por pequenas centrais hidrelétricas e GCH por grandes centrais hidroelétricas).”

De modo semelhante, quando o assunto envolve automóveis, os veículos híbridos e elétricos vão, gradativamente, substituir máquinas movidas a combustíveis fósseis. Tudo por um mundo mais limpo e econômico, de acordo com o engenheiro mecânico brasileiro que mora no Canadá, Jefferson da Silveira. Segundo ele, países como Inglaterra e Canadá deram um salto na antecipação do fim do uso de veículos movidos a combustíveis fósseis. “Gasolina, diesel e gás deixarão de existir”, afirma Silveira. No Brasil quer-se estabelecer a data de 2030 para isso. “Tudo tem o foco de proteção da natureza, do meio ambiente”, conclui o engenheiro.

Já de acordo com o empresário brasileiro, Eduardo Ponticelli, que atuou durante uma década na China no segmento de importação e exportação, o país mais populoso do mundo faz uso da energia solar. “Por ser mais barata que a elétrica, houve uma difusão rápida no uso”, diz. Para ele, “a decisão por energias renováveis para a geração de eletricidade não representa apenas uma consciência ambiental, mas uma decisão econômica muito inteligente”.

Conforme o biólogo gaúcho Jonas Bernardes Bica, “o uso da energia fotovoltaica é fundamental para o meio ambiente, assim como o da eólica, pois são energias renováveis, ou seja, suas fontes de matéria prima são infinitas.”

Além disso, destaca o biólogo, são “formas de gerar energia que não produzem resíduos finais, sendo, portando, consideradas energias limpas”. Os impactos oriundos destas fontes, afirma Bica, ficam restritos às áreas necessárias para a implantação das plantas. “No caso da energia eólica, por exemplo, gera-se impactos às aves que, por ventura, esbarrem nas hélices”, problema que não ocorre com a energia fotovoltaica.

O capitalismo é o único sistema de governo que produz riqueza. Quanto mais aberto o mercado, mais riqueza é gerada. E esse desenvolvimento eleva o número de indústrias e comércios que, por conseguinte, aumenta a demanda de energia. É obrigação dos países, contudo, buscarem ao máximo a preservação do meio ambiente, como pensava o expoente conservador inglês, Roger Scruton.
Nesse sentido, o mercado de energia fotovoltaica é, sim, um caminho sem volta. Ou seja: com esse tipo de tecnologia pode-se gerar riqueza e crescimento nos países com uma energia limpa e muito mais barata.

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