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Educação brasileira: uma roda quadrada – por José Antonio Rosa

No dia 03/12/2019 a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou os resultados de 2018, do seu programa internacional de avaliação (PISA), cujos testes são realizados a cada 03 anos. Infelizmente, como já era de se esperar, o Brasil apresentou um dos piores desempenhos.

Os testes foram realizados em maio de 2018, com 600 mil jovens de 78 países, sendo 10 mil brasileiros entre 15 e 16 anos de escolas públicas e privadas. A avaliação compreendeu 03 áreas: Leitura, Matemática e Ciências. Os nossos estudantes alcançaram a pontuação de 413 em Leitura, obtendo a 57º colocação; 384 em Matemática, 70º colocação; e 404 em Ciências, 64º classificação no mundo.

Embora essas notas representem uma pequena elevação em relação ao resultado de 2015, ainda assim representam uma estagnação de 10 anos, levando-se em consideração a avaliação de 2009. Em resumo, podemos dizer que 43% (ou seja, mais de um terço) dos estudantes brasileiros entre 15 e 16 anos não receberam ou não aprenderem o mínimo aceitável em 03 áreas do conhecimento.

Conquanto, repita-se, esse resultado não surpreenda, pois nada foi alterado nas políticas e no sistema de educação brasileiros visando uma mudança radical para melhorar o quadro, o que surpreende é que o Brasil gasta 6% do seu PIB com educação, mais inclusive que os EUA.

Não há dúvidas que muita coisa precisa ser modificada. O Brasil, nos últimos 30 anos, em descompasso com as principais economias e nações que deram um salto de qualidade na vida de seus cidadãos investindo em educação de qualidade, optou por uma educação com “qualidade social” (visando a formação sócio-cultural do estudante) em detrimento da qualidade total, com o abandono da educação formal.

Ainda que possamos reputar esse desempenho sofrível do ensino brasileiro ao desprezo histórico dos nossos políticos e gestores públicos pela educação, à má gestão dos recursos, aos baixos salários e da insuficiente qualificação dos professores, não podemos deixar de observar que a faixa etária dos estudantes que em 2018 realizaram a avaliação remete aos governos petistas da “Pátria Educadora”.

Esse é mais um fato que revela que os governos petistas, além de corruptos, também foram uma fraude no âmbito administrativo. O tempo está expondo, para aqueles que realmente querem ver, que os tais “ganhos sociais” não passaram de meras ilusões sem sustentação na realidade. As políticas educacionais com substrato em pedagogias falidas e geradoras de medíocres, aliadas a uma educação marcadamente ideológica, jogaram os nossos estudantes neste fosso de obscurantismo e certamente em profunda desvantagem competitiva em relação aos países desenvolvidos e emergentes.

A insistência em implementar por muitos anos políticas ineficientes e ineficazes, fato que se está tentando modificar no governo Bolsonaro, nos leva a crer que o Brasil estava querendo inventar a roda quadrada.

É fundamental que aprendamos com a experiência de nações como Canadá, Finlândia, Irlanda, Coreia do Sul, Nova Zelândia, EUA, Singapura, Estônia, China, mas também com o nosso Ceará, que vem apresentando excelentes resultados com políticas contínuas de entrega aos estudantes de uma educação de qualidade que lhes permita desenvolver habilidades suficientes para enfrentar os desafios da vida.

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