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Distanciamento Social: Compras online aumentam 30% na primeira quinzena de abril

Advogado orienta consumidores a identificarem vantagens e golpes no ambiente virtual

A mudança de hábitos dos consumidores durante o período de distanciamento social por conta da pandemia do novo coronavírus está registrada também em números. De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), houve um aumento de 30% nas vendas pela internet durante as duas primeiras semanas de abril, provando que, com o fechamento de muitos comércios, as compras online se tornaram a opção de muitas pessoas, mesmo daquelas que nunca haviam comprado nesse ambiente virtual.

De restaurantes a lojas de departamentos, o mercado vem se readaptando ao longo das últimas semanas, a fim de fugir da crise e, ao mesmo tempo, proporcionar mais segurança para os seus clientes e colaboradores. Diante desse cenário, é necessário analisar todas as vantagens deste comércio e tomar alguns cuidados.

Antes de iniciar uma compra, é importante lembrar que, por conta da instabilidade no mercado de trabalho e financeiro, deve-se procurar a aquisição apenas de produtos essencialmente necessários. Dito isso, para evitar problemas com a compra, o advogado e professor universitário João Paulo Forster, do escritório Forster Advogados Associados, de Porto Alegre, recomenda verificar a credibilidade do site, buscando referências na própria internet ou se a loja possui um ambiente físico. “Muitos golpes são praticados pela internet. Há sites que aparentam estar em ordem, mas não são confiáveis. Muitos consumidores desatentos ou até mesmo inexperientes acabam sendo vítimas de fraudes, adquirindo produtos que podem nem existir”, reforça Forster.

Além disso, uma das principais dúvidas de quem quer comprar online é com relação às trocas e devoluções. Forster explica que o Código de Defesa do Consumidor permite que compras realizadas via internet podem ser canceladas em um prazo de sete dias corridos, contados a partir de sua aquisição ou do ato de recebimento do produto ou serviço. Algumas lojas adotam medidas diferentes, como oferecer um prazo de 90 dias para trocas ou permitir que o consumidor escolha a mesma peça em tamanhos diferentes, podendo devolver, sem custo, a que não lhe servir.

“Nenhuma dessas políticas pode reduzir as garantias asseguradas pelo Código de Defesa do Consumidor. Portanto, se a pessoa não gostou do produto adquirido online, terá o direito de devolvê-lo, desde que dentro do prazo mencionado. O interessante é prestar atenção nas políticas de troca para optar por uma empresa cuja política seja mais prática e segura, principalmente em tempos de pandemia”, explica João Paulo Forster.

João Paulo Forster

(texto: Zentocom)

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