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Diário de bordo: a Cidade do Pecado

Um dos melhores filmes que já vi é “Era uma vez em Hollywood”, e uma das melhores séries, “The Morning Show”. Recomendo muito.

A Lavanderia, com Meryl Streep, é um filme bem mais ou menos. 

Conta sobre empresas de fachada, lavagem de dinheiro, etc. Fala até, rapidamente, na nossa conhecida Odebrecht.

O filme tem muitas cenas no estado de Nevada, o que me motivou a escrever este artigo para o site hoje, logo após ter assistido o Golden Globes de ontem.

Meryl Streep aparece em algumas cenas em Las Vegas, onde acontecem as mais variadas operações de lavagem de dinheiro. 

O filme é ruim, mas através dele recordei uma viagem.

Na última vez em que estive em Vegas, lembrei de Tom Jobim que disse, quando morou nos Estados Unidos: “O Brasil é uma m… , mas é bom. Nova Iorque é bom, mas é uma m…”

Pois Las Vegas é um lixo, mas é muito bom.

Já fui para lá algumas vezes em busca de referências para projetos e para estudar e tentar entender mais o comportamento humano e sempre aprendi muito. 

Não gosto de jogo, nunca joguei em cassino nenhum.

Não que eu não goste de riscos, mas detesto perder dinheiro.

Além disso, acho muito tristes esses ambientes onde as pessoas depositam todas suas esperanças na sorte.

Essa cidade tenta realizar os sonhos de milhões de turista, principalmente americanos, que vão tentar ganhar algum dinheiro, algum amor, ou simplesmente ter a experiência de “conhecer” atrações do mundo inteiro sem sair do conforto e da segurança de seu próprio pais.
 
Podem conhecer a Torre Eiffel sem precisar falar francês, andar de gôndola sem precisar perder peso nem falar italiano, numa gôndola que circula por dentro de um hotel, presa a um trilho.

É um mundo de fantasias postas em prática.

The “Sin City”, a “cidade do pecado” permite uma promiscuidade controlada e uma ilusão de sair fora da casinha e “enlouquecer” à la americana, ou seja, sem fazer nada de tão errado quanto beber, jogar e fazer sexo.

Tudo isso em meio a prédios diferentes, bonitos, enormes e lojas modernas e luxuosas.

Um lugar fascinante para quem trabalha com psicologia e arquitetura.

A fauna humana que transita por lá é algo.

Grande parte da miséria humana do mundo está na cidade.

Ricos e pobres, bonitos e feios.

Todos em busca de diversão.

Fascinante. 

Adoro gente e tipos variados.

Como eu disse, Las Vegas é um lixo, mas é um luxo.

Recomendo a experiência. 

Nem que seja pra viajar na maionese.

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