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Depressão na Universidade – por Carla Rojas Braga

Lendo matéria do jornal sobre depressão entre estudantes universitários, fiz algumas reflexões.

Penso que muitos de nossos estudantes são membros da geração ” snow flake”, floquinhos de neve , que facilmente se desmancham ao tocar o solo. (Ou ao colocar os pés no chão?)

 Essa denominação foi criada por alguns professores de universidades como Yale, Oxford e Cambridge, que notaram que a nova geração de alunos que frequentavam suas aulas era particularmente suscetível, não tolerante à frustração e “particularmente inclinados a fazer uma tempestade em um copo de água.”

Na matéria do final de semana, queixas e mais queixas foram listadas. Cidades não acolhedoras, clima frio, vizinhos chatos que reclamam de uma simples festinha caseira entre amigos, por exemplo.

Depressão e suicídio são coisas graves, mas creio que os fatores apresentados na reportagem não são os verdadeiros determinantes. Tentativas de suicídio são atitudes extremas de desespero por depressão ou sintomas de psicose, por uso de drogas ou por  depressão psicótica. Dificilmente um jovem se suicida apenas  porque a cidade onde mora é muito chata. Os fatores que levam um jovem a suicidar-se são inúmeros, mas passam quase sempre por uma história pregressa de sintomas de depressão, desajuste familiar e social e muitas vezes abuso de álcool e drogas.

Acredito que o esquerdismo pregado, ensinado e doutrinado em algumas universidades contribui e estimula a vitimização, principal característica da geração floco de neve.

A sensação de vulnerabilidade que a vitimização provoca pode levar as pessoas a sentirem-se ainda mais frágeis, mais fracas. Além disso, a doutrinação esquerdista estimula uma paranóia constante, uma vez que cria situações de perseguição e agressão para as quais os alunos precisam estar sempre alertas e defensivos. Pais contra filhos, ricos contra pobres, patrões contra empregados, homens contra mulheres, policiais contra as pobres vítimas da sociedade. Essas constantes batalhas também provocam ansiedade e depressão, que levam à sensação de vulnerabilidade constante.

Somando -se a isso, a doutrinação de esquerda tem como metas a destruição da hierarquia, da noção de certo e errado, da família e o estímulo ao consumo de drogas.

Esses fatores sim, podem contribuir para o desenvolvimento de depressão, sensação de desamparo, desamor e consequentes tentativas de suicídio.

Jovens que não acreditam e não confiam nos pais, que não têm modelos de referência bons para servirem de orientação, que vêem o mundo com uma visão deturpada sobre os perigos reais e sobre o amor, tendem a consumir álcool e drogas de maneira suicida e a estabelecerem relações afetivas e sexuais promíscuas e destrutivas.

Mas sempre é bom avisar que um jovem só se transforma em um floco de neve poli queixoso,  raivoso, infeliz e drogado se os pais se descuidarem.

Pais precisam cuidar, dar muito amor, mas também muita orientação e limites. Pai é pai, amigo é amigo. Pais dizem não para as situações e atitudes inadequadas. Ao menor sinal de desajuste ou depressão,  devem buscar ajuda psicológica adequada para prevenir ocorrências  mais graves no futuro.

Algumas famílias precocemente tornam suas crianças adultas pela falta de limites e orientações. Mas adultas só nas experiências e experimentações, com álcool, drogas, sexo e rock and roll. Não na inteligência.

Não tenha pressa para seus filhos crescerem.

Esteja sempre alerta. Cuide bem. Ter filhos dá muito trabalho,  mas vale a pena.

Pais atentos e presentes tendem a ter filhos felizes, seguros, resilientes e bem sucedidos.

E vivos.

(Carla Rojas Braga é psicóloga)

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