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Chegou a hora! – por Felipe Camozzato

Chegou a hora de Porto Alegre avançar em tecnologia da informação.

Quando falamos sobre inovação, há premissas como agilidade, tecnologia e visão de futuro. A discussão atual na Capital dos gaúchos – e na Câmara dos Vereadores – está no projeto enviado pelo Executivo sobre a quebra do monopólio da Procempa na prestação de serviços de tecnologia da informação e comunicação. Vale lembrar que, na legislatura passada, fui protagonista na proposição da quebra do monopólio, mas para evitar discussões de inconstitucionalidade e para dar maior celeridade no andamento da proposta, retirei a iniciativa para que a prefeitura pudesse fazê-lo.

A livre concorrência é o principal motor das economias saudáveis. Num ambiente concorrencial, não há impedimentos de que qualquer empresa possa competir por um determinado mercado. Nesse cenário, há um incentivo natural à criatividade e, consequentemente, também à inovação. Quando a reflexão é trazida para o poder público, tal afirmativa reafirma-se na necessidade de avançar em eficiência nas entregas de serviços, objetivos que são afetados quando se trata de uma empresa pública, uma vez que essas carregam consigo todo significado que tem o gigantismo burocrático do Estado. Nesse cenário, quem perde é o cidadão.

O que de fato isso significa?

Que estamos no caminho de uma gestão mais eficiente, ágil e menos onerosa para a população.

A Prefeitura se tornou refém da sua própria estatal, que se justificava ainda na década de 70 na equivocada concepção do fortalecimento da indústria nacional. O fato é que hoje esse modelo se tornou ineficiente, sem dar conta da demanda e nem do dinamismo que a velocidade da informação exige. Hoje contamos com grandes empresas no mercado que atendem com melhor qualidade, custo mais baixo e rapidez no desenvolvimento de novas tecnologias. Não precisam contratar mediante concurso público, nem tampouco se enquadrar em licitações para compra de equipamentos e arcar com as despesas de regimes de trabalho tipicamente públicos.

Ainda não avançamos em diferentes serviços municipais por falta de soluções rápidas, como nos cálculos automáticos para corrigir distorções de ITBI e IPTU. São demandas urgentes, que afetam diretamente o cidadão e que a Procempa, mesmo com um corpo técnico qualificado, não tem condições de atender de forma ágil demandas das mais variadas que surgem por parte do poder público.

Desburocratizar a contratação de serviços de TI pela prefeitura é evoluir, é transformar a cidade em um ambiente mais competitivo e preparado para o futuro. Pode ser o início de uma transição.

Precisamos ter a clareza do que a evolução dos tempos nos traz e vencer paradigmas que vêm do passado e que já se mostram superados.

Administrador de empresas, especialista em Finanças e pós-graduado em Liderança Competitiva Global na Georgetown University (EUA). Vereador em Porto Alegre (Partido Novo)

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