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Brasil não está preparado para as fake news das eleições

De acordo com o que foi debatido na palestra “As fake news e os desafios de uma eleição transparente”, no primeiro dia do Rio Innovation Week, o Brasil ainda não está preparado para as notícias falsas das eleições. De acordo com Gustavo Binenbojm, advogado e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) as democracias liberais são radicadas em duas ideias básicas: na autodeterminação individual e coletiva.

“Porém, no Brasil de hoje existe um paradoxo da liberdade de expressão. De um lado, os três anos do governo Bolsonaro ofereceram riscos reais à democracia brasileira em diversos aspectos, mas em especial ao que se refere à liberdade de expressão, de imprensa e de informação. De outro lado, a gente vive um novo momento diferenciado do processo de livre difusão e compartilhamento de informação. Nunca houve tanta informação disponível a um clique”, diz o professor.

Para Marco Aurelio Ruediger, professor e diretor de análise de políticas públicas da Fundação Getúlio Vargas (DAPP/FGV) atualmente a sociedade está em déficit de confiança significativo. “Os jovens estão nas redes sociais e, muitos deles, engajados naquilo que conseguem encontrar dos candidatos e isso pode gerar um choque geracional muito grande. Esse fenômeno pode contribuir para que haja desinformação e fake news. Nas redes sociais, a gente está falando de pessoas que são jovens e nem conhecem os candidatos e outras que vivenciaram os mandatos passados”, complementa Nina da Hora, Cientista da Computação, pesquisadora e hacker antirracista.

(Equipe do site)

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