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BRASIL É A OITAVO PAÍS MAIS VULNERÁVEL ENTRE OS EMERGENTES 

Um ranking que compara dados macroeconômicos de 26 países emergentes classificou o Brasil como o oitavo que mais apresenta vulnerabilidade, perdendo apenas para Venezuela, Argentina, Ucrânia, Vietnã, Turquia, Africa do Sul e Colômbia. A lista foi criada pelo economista Thomas Henrique Schreurs Pires, do Departamento Econômico do Bradesco, na última quarta-feira (27.06). 

A valorização do dólar, reforçada pelo aumento dos juros nos Estados Unidos, obriga os países emergentes que apresentam economia mais vulnerável a também subir seus próprios juros a fim de evitar a fuga de capital. De acordo com o levantamento do economista, isso fez com que o real desvalorizasse 14,52% diante da moeda americana nesse ano e que a taxa Selic ficasse em 6,50% ao ano ao invés do esperada 6,25%. 

Segundo o economista, se for analisado que o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu quase 8% entre 2015 e 2016 e se os dados referentes ao Brasil forem comparados com os da Argentina, por exemplo, a situação não é tão preocupante quanto aparenta. Ele destaca que o dólar subiu 16,36% diante do peso argentino apenas em junho, acumulando uma alta de 52,41% no ano, o que equivale a uma desvalorização 34,38%, mais do que o dobro do real. 

Além disso, Pires afirma que a maior diferença entre os dois países é o volume das reservas, que é de US$ 380 bilhões no Brasil e menos de US$ 25 bilhões líquidos na Argentina, o que levou o presidente Maurício Macri a pedir um auxílio de US$ 50 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Outra vantagem brasileira é o saldo comercial de mais de US$ 56 bilhões, enquanto a Argentina possui déficits de US$ 5 bilhões. 

O economista analisa que o problema mais grave do Brasil é a perda de credibilidade do governo de Michel Temer e a instabilidade provocada pela disputa eleitoral de outubro. “Esses fatores levaram a um aumento no prêmio de risco: a dívida pública deve encerrar o ano em 75,2% do PIB” e o déficit nominal em 7%. A ociosidade da economia evita maior repasse na inflação. A solução de médio prazo segue dependente de reformas e da estabilização do ambiente global”, finaliza. 

(Equipe do site)

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