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Balanço do Ano Velho – por Carla Rojas Braga

2020 foi um ano difícil pra todos nós.

Não conheço ninguém que não tenha uma história triste pra contar.

Foi um ano complicado, mas também de aprendizado e crescimento.

Foi um ano de casulo, mas também de borboleta.

Um ano de perdas, desafios , mas superação. Tudo o que a gente precisa para se manter ativa, alerta, ligada. Tudo o que a gente precisa para se sentir viva .

Tudo o que a gente precisa para se reinventar e se renovar.

Não pudemos abraçar e beijar quem a gente ama nas chegadas e despedidas, mas aprendemos a valorizar ainda mais cada gesto, cada olhar, cada palavra falada ou escrita, cada atitude.

Ficou mais evidente do que nunca que amor não é o que se diz.

Amor é o que se faz.

Amor. Isso é o que realmente importa.

Como importa poder tocar, falar e sentir de pertinho , andar aos abraços ou de mãos dadas. Afofar bastante nossos filhos.

Esse foi um dos maiores aprendizados. Aprendemos a valorizar muito mais o afeto , o carinho, o toque das mãos no corpo, o toque da boca, a pele.

E isso nunca mais vamos esquecer de lembrar.

Aprendemos que, nesses tempos de pandemia, angústia e medos, é preciso fazer boas escolhas.

Aprendemos a nos afastar de tudo o que for pouco.

Pouco amor, pouco cuidado, pouca atenção, pouco sexo, pouco por favor, pouco me desculpa, pouco muito obrigado, pouca conversa, pouca verdade, pouco respeito, pouco carinho, pouca preocupação, pouco interesse, pouca saúde mental.

Principalmente, aprendemos a ficar longe de quem tem pouco calor e pouca luz, porque nos demos conta que podemos viver uma vida mais simples, mas que pouca coisa boa ninguém merece.

O ano de 2020 nos fez encolher ao tamanho de formiguinhas , frente a uma doença gigante, mas também nos fez crescer como Highlanders para aprendermos a sobreviver.

Ampliamos nossa capacidade de resiliência.

Ser resiliente não é ter força para avançar.

É avançar, mesmo que não se tenha força.

E nós não fomos feitos para encolher de volta ao tamanho que tínhamos antes de crescer.

Uma mente que foi ampliada por novas experiências nunca mais voltará às suas antigas dimensões, como disse Einstein.

Nunca mais seremos os mesmos.

E isso pode ser muito bom.

Feliz Ano Novo.

Feliz Vida Nova.

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