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Aprendendo com debates e programas eleitorais – por Carla Rojas Braga

Uma campanha pode servir para aprendermos  sobre traços de personalidade de alguns candidatos. Salvo as boas exceções, parece haver uma relação entre as personalidades anti-sociais e as escolhas de alguns pelas candidaturas políticas.

Talvez porque, assim como os psicopatas, esses candidatos sejam pessoas sem escrúpulos, sem sentimentos de culpa, sem medo de mentir, sempre preparados para alguma falcatrua.
Talvez, também, porque sejam hábeis mentirosos, manipuladores, envolventes, que colocam, acima de qualquer coisa, a satisfação de suas próprias necessidades, e que, mesmo depois de cometerem algum crime ou de dizerem uma deslavada mentira, conseguem dormir com a consciência tranqüila.

Prometem qualquer coisa, sem a intenção de cumprir, e não sentem remorso.

Além disso, porque  raramente assumem sozinhos a autoria de seus atos, culpando os outros, a sociedade, a mídia, etc., por suas falhas.

Também vemos personalidades narcisistas nas campanhas e talvez por isso seja tão comum ouvirmos políticos falando de si mesmos na primeira pessoa do plural: nós: “Nós assumimos, nós somos deputado, nós somos secretário”, etc.

Por que o nós, e não o eu?

Tenho algumas teorias: primeiro, pela onipotência. Assim como Luís XIV, o Rei Sol, “nós somos a majestade”. E como reis, se sintam acima da lei e de qualquer um (principalmente do povo).
Depois, para ardilosamente dividirem com sua equipe de trabalho a responsabilidade sobre seus atos. Sempre é bom ter um bode expiatório de plantão.

Mas talvez para, acima de tudo, psicopaticamente, dividirem conosco, povo, seus eleitores, a culpa sobre seus crimes.

É como se nos fizessem seus cúmplices.

Como cúmplices involuntários, nos deprimimos e nos sentimos mal ou culpados por termos votado em alguém que hoje se mostra um canalha. Entretanto, essa depressão não pode ser imobilizante, paralisante.

Precisamos amadurecer.

Nós precisamos mudar.

Eles não mudarão nunca. Psicopata não se deprime e não se sente culpado. Está na hora de nós assumirmos a responsabilidade sobre o futuro de nossa cidade e deste país, sobre o futuro dos nossos filhos e netos e não votarmos mais em quem não é confiável, em quem é bandido ou defensor de bandidos.

Não podemos deixar que eles nos façam reféns de nossas más escolhas, e que muito menos nos façam cúmplices.

Afinal, nós não somos todos psicopatas.

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