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Antecipação do IPVA no RS: um assalto do governador aos cidadãos – por Ianker Zimmer

Hoje acordei com uma notícia que comprova de vez que o governador eleito pelos gaúchos é um trapalhão. Foi anunciado nesta segunda-feira, como uma “medida para equilibrar as contas” a antecipação do pagamento do IPVA – o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores. A quitação de 2020 deverá ser realizada entre 6 e 30 de janeiro.

Meu carro, por exemplo, tem placa com final 3, o que me obrigou a pagar o IPVA de 2019 em março desse ano. No próximo, após a nova medida de Eduardo Leite, o prazo limite de pagamento para veículos que têm placas com final 3 será 10 de janeiro de 2020. UM ASSALTO!

Quando quitei o imposto em 2019, que é feito de forma antecipada para poder usufruir pelo exercício de 12 meses, esperava o mínimo: usufruir do meu direito. FRAUDE!

Mesmo que o governo mantenha a data antiga para circular com o veículo (estou buscando a informação), ainda assim é vergonhoso e, sim, um roubo adiantar a cobrança do imposto, pois, como escrevi acima, ele é pago de forma antecipada para que o cidadão possa rodar com os veículos. Absurdo total!

É bem verdade que por si só o IPVA já é um roubo (sem qualquer direito a defesa), assim como a maioria dos impostos cobrados no Brasil. Para se ter uma ideia, os tributos estaduais equivalem a uma fatia de 28.47% do todo arrecadado no país (entre eles está o IPVA, que se junta ao ICMS e ao ITCMD). Impostos federais representam 65.95% (PIS/Pasep, FGTS, INSS, Cide, Cofins, IRPJ, ITR e CSLL). O resto fica com os municípios (IPTU). Falando em IPTU, aqui na Capital Nacional do Calçado (Novo Hamburgo) a arrecadação anda a pleno pavor: está sobrando dinheiro até para pagar 120 mil reais de cachê para show do cantor Nando Reis, em véspera de ano eleitoral. Mas esse capítulo deixo para outro artigo.

Findo lembrando que o Brasil é o país do imposto, onde o contribuinte trabalha praticamente a metade do ano de graça para manter o estado gordo – e boa parte da arrecadação serve para sustentar o funcionalismo público, o grande problema do Rio Grande do Sul.
Que o Sr. Eduardo Leite busque outras medidas para resolver o problema do estado. Arrancar imposto do trabalhador é – não consigo fazer uso de eufemismo – um assalto! E nem entro na questão do fim do parcelamento pra pegar leve com o governador keyneisiano tucano gaúcho.

Como escreveu hoje meu amigo jornalista Guilherme Baumhardt, “vai chegar o dia em que vamos pagar impostos pedindo perdão a quem nos cobra. Estamos próximos. Não se iludam”

Eduardo Leite dá um passo importante nos estrangulando nesse torniquete.

(Ianker Zimmer é jornalista)

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