Insira sua pesquisa e pressione ENTER

Ansiedade e depressão são o novo normal? – por Carla Rojas Braga

A pandemia  causa efeitos nefastos muito além da contaminação . O medo da Covid impacta  na saúde mental, que fica fragilizada diante da ameaça  mortal. Isolados em casa, afastados da família ou internados longe de entes queridos, muitas pessoas desenvolvem ou têm agravados quadros de depressão, ansiedade ou síndrome de Burnout, pelo trabalho profissional ou mesmo com os filhos, (esgotamento físico e mental intenso), entre outras patologias mentais.

A OMS aponta que o Brasil é o segundo país com maior número de pessoas com depressão nas Américas, com 5,8% da população acometida pela doença, atrás apenas dos EUA, que têm 5,9% de depressivos. É também o país com maior prevalência de ansiedade: 9,3%. E o suicídio, tema ainda tabu, mas que precisa ser encarado de frente, representa  milhares de vidas perdidas todos os anos.

Esses dados sinalizam para grave problema de saúde pública, que só tende a piorar. Estudos preveem um aumento grande do número de quadros de sofrimento mental pós-pandemia. Em 2000, já se previa que a depressão seria uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo até 2030, mas a pandemia antecipou esse quadro catastrófico.

Ansiedade e depressão podem desenvolver distúrbios do sono, agressividade, baixa tolerância, abuso de álcool e drogas, ideação suicida, além do agravamento de sintomas preexistentes.

Inclusive em adolescentes e crianças.

O número crescente de transtornos mentais em jovens tem piorado bastante.

Os transtornos relacionados à ansiedade têm sido os mais prevalentes na infância e na adolescência, que já vinham em número crescente. Com a pandemia, os casos de ansiedade se tornaram ainda mais comuns. O isolamento social e a falta de interação com outras pessoas da mesma idade são os principais motivos.

No caso das crianças, é fundamental que os pais fiquem atentos para sintomas físicos como dor de barriga, de cabeça e alteração no apetite e no sono.

Os sintomas físicos nos alertam bastante. Além disso, deve ser observado se a criança se desinteressa de  atividades que antes ela gostava muito.

A volta às aulas pode trazer desafios para a saúde mental das crianças, pois o novo normal pode ser estressante e pode refletir no comportamento delas.

Fique atento aos sinais. Aos dos adultos e aos das crianças também.

Como medida preventiva e para reverter quadros sintomáticos iniciais,  é fundamental procurar ajuda profissional precoce e entender que ninguém é de ferro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *