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Ano Novo: Mais liberdade econômica e menos ideologias – por Alex Pipkin

No apagar das luzes deste 2019, o que esperar para que 2020 seja iluminado?

É preciso pontuar que modificações estruturais nas condições macro e microeconômicas e nos indicadores sociais, requerem mudanças de mentalidade e nas instituições políticas e sociais – graduais.

No último quarto de século brasileiro, assistimos à la Gramsci, o domínio da hegemonia colorada por meio de uma liderança intelectual e moral dita “superior”. De um sistema de valores e atitudes que apoiava fortemente uma ordem estatista, patrimonialista e clientelista – travestida de proteção e desenvolvimento popular – que estampou a dominação de discursos e práticas bondosas, irresponsáveis, corruptas e completamente avessas a um verdadeiro crescimento econômico e social sustentável.

A visão de mundo do “tudo é permitido”, do foco nas minorias em detrimento do todo social, do devastador achaque aos cofres públicos e da corrupção em esferas estratosféricas, impôs-se soberanamente e aparelhou as instituições brasileiras.

Esse sistema de ideias enganosas espraiou-se para muito além de seus sectários, transformando-se em pensamento abstrato e até uma espécie de sentido comum “bom”!

Catástrofe anunciada – para aqueles desprovidos da cegueira ideológica – está aí para se constatar e sentir.

O ano de 2019 iniciou na mesma toada, com sinal trocado, embora necessário em alguma medida. Evidentemente, foi preciso alterar narrativas e acionar medidas concretas para corrigir a rota, escolher a trilha liberal para o crescimento econômico, “maneirar” na libertinagem cultural e, desse modo, esperar resultados diferentes e melhores daqueles desesperançosos dos últimos cinco anos.

Seria ingenuidade crer na ausência de perspectivas ideológicas no contexto social nacional, já que essas estão implícitas no direito, nas artes, na massa do sangue individual e coletivo e, intensivamente, na atividade econômica.

A despeito do pensamento mágico latino-americano, verifica-se reversão às falsas promessas à esquerda; as populações querem mais oportunidades, emprego e renda. Mesmo que manifestações sociais – as legítimas – expressem indignações pertinentes com privilégios estatais, essas desejam menos ideologias e mais pragmatismo econômico. No Brasil não é diferente. Argentina é caso sui generis, já que trouxeram de volta os reais autores do desastre econômico hermano.

Imperativo que se encontrem caminhos – difíceis – para o estabelecimento daquilo que Aristóteles chamou de bom senso, ou seja, uma capacidade virtuosa e ética capaz de distinguir a verdadeira ação correta, para si e para todos.

Só se construirá um país digno para o coletivo nacional com liberdade individual e econômica.

No sentido da liberdade econômica, o próximo ano promete ser positivo. Medidas macro e microeconômicas já foram implementadas e é fundamental aprofundá-las com reformas estruturantes, tais como a tributária e a administrativa. Resultados concretos criadores de melhorias reais para a população já começaram a aparecer. Muito modesto no que se refere à crucial abertura econômica, condição sem a qual não existirá crescimento sustentável.

Mas é inegável que postura e ações concretas visando maior liberdade econômica, e tal orientação estratégica para demais medidas, são extremamente positivas e otimistas para o ano que se inicia!

Mais esperançoso ainda é ver que o viés institucional do “bem-estar social” vêm, de alguma maneira (claro que deveria ser bem maior!), perdendo fôlego – apesar do “justo e imparcial” STF. De modo essencial, a falaciosa mentalidade estatista e clientelista e o status quo das castas donas do Estado nacional, passaram a ser questionadas pela maioria dos comuns.

Por isso, a economia em 2020 é promissora – e ainda bem, azul!

doutor em administração

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