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Altere-se o slogan nacional: Importar é o que importa! – por Alex Pipkin

Ufa! É tempo para superação tempestiva dos problemas, do isolamento e da mentalidade nacionalista, obsoleta e antiliberal!

Não dá mais para aguardar indefinidamente e continuar sendo “o país do futuro” que nunca chega! Tá mais do que na hora de terminar com o mercantilismo verde-amarelo! O livre comércio mundial não é um jogo de soma zero, em que para que um país ganhe o outro tem que perder.

O mundo sempre mudou, mas agora em tempos de economia digital, a velocidade dessa mudança é avassaladora. O país precisa urgentemente abrir-se para o mundo! Basta de acumulação de capital governamental, foco nas exportações, coerção via substituição de importações, regulação improdutiva e mindset nacional-desenvolvimentista empobrecedor.

Toda a nação necessita de liberdade econômica, propulsora de relacionamentos econômicos e sociais e de inovações úteis! Ponto final a intervenção estatal, a escolha de “campeãs nacionais”, de burocracia emperradora e custosa, de sindicatos partidários, de restrições no mercado de trabalho – inibidores da criação de empregos – e de controles administrativos contraprodutivos e “corruptos”. Basta de políticas populistas e demagógicas, em particular de burocratas estatais e políticos desejosos de votos e de garantia da manutenção de seus próprios umbigos na grande rede estatal!

Chega de atraso e procrastinação. Altere-se o surrado slogan tupiniquim. O novo precisa ser: importar é o que importa!

Os benefícios da abertura econômica brasileira não serão obviamente destinados aos monopólios – sejam esses estatais e/ou privados -, que acham-se fortemente protegidos da salutar concorrência pela intervenção estatal e/ou por relações de compadrio.

Os maiores beneficiários serão os consumidores individuais e corporativos que poderão acessar produtos, serviços, experiências, insumos, componentes e produtos acabados de melhor qualidade e de menor custo. A possibilidade de aquisição de bens de consumo mais atualizados e de novas tecnologias e bens de capital avançados e mais produtivos possibilitará a conquista de maior produtividade nacional.

Objetivamente, ganham muito os consumidores que passam a ter, além de maiores recursos financeiros para investir de acordo com seus próprios interesses, um padrão de vida superior por meio de maiores e inovadoras soluções para seus problemas e necessidades.

Não há outra saída a fim de que haja um aumento real da produtividade brasileira. É urgente acessar novas tecnologias e obter volumes de produção para o alcance de economias de escala.

Somente a competição global, nos mercados mais livres, será capaz de potencializar o aparecimento de mais empreendedores, gerando maiores laços associativos livres entre pessoas e empresas, que colaboram e competem, em busca da maior agregação de valor percebida pelos consumidores, e de lucratividade superior.

Não há como o Brasil ser mais eficiente sem o estímulo aos processos de destruição criativa nos diversos segmentos empresariais.

É por meio da destruição criativa que se alavanca maior interesse do capital privado para investir e inovar e, ao mesmo tempo, provoca-se uma realocação das grandes fortunas de “velhos e ricos empresários”. Lembrem-se: a competição enriquece os indivíduos, o intervencionismo estatal torna os poderosos e os burocratas grotescamente mais ricos!

Evidente que é necessário avançar nas reformas estruturantes, aperfeiçoar as instituições (justiça, ensino e pesquisa!, p.e.) e, em especial, aprofundar o excelente trabalho que tem sido realizado na direção de incrementar e ampliar quantitativa e qualitativamente a combalida infraestrutura de transportes. Na verdade, nesta nova economia, esse requisito passa a ser chave para a atração de investimentos externos diretos no setor produtivo brasileiro.

Pelo amor D´ele! Não são as políticas governamentais que fazem com que as pessoas melhorem sua condição econômica e social. A intervenção estatal faz, de fato, o cidadão comum piorar, não melhor sua situação individual!

O Brasil progredirá para todos quando houver maior liberdade econômica, para que as pessoas possam se relacionar e transacionar com outras pessoas, livremente, e através de seus próprios esforços, não por meio de subsídios e outros artifícios governamentais, empreender, lucrar, eventualmente perder, empreender novamente, e definir os rumos de suas próprias vidas.

Honestamente, não tenho notado muita gente se mobilizando por tal abertura! A nossa mentalidade ainda atrapalha…

Não creio que importe o país de origem do frango vendido no país, se americano, australiano, brasileiro… ou não? Nós precisamos é de coxa – de qualidade e melhor preço – no prato dos brasileiros!

Não recordo um momento mais propício para a abertura econômica “definitiva”. Mas é necessário haver forte demanda da sociedade, caso contrário, seguiremos nos novos tempos com as velhas práticas, obsoletas e populistas, atravancando o verdadeiro crescimento econômico e social brasileiro.

doutor em administração

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