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Admirável Mundo Novo – por Mariana Wahrlich, psicóloga

A lógica da nova economia tem como características fundamentais uma cultura centrada em pessoas, atenção às mudanças permanentes, acompanhadas das mudanças tecnológicas onde os modelos de negócio assumem maior flexibilidade com a intenção de personalizar as soluções conforme as preferências de quem as necessita, refletindo colaboração.

O relatório do futuro do trabalho publicado pelo Fórum Econômico Mundial ( FEM) no fim de 2020 confirma essa percepção e inclui que “a capacidade das empresas globais de aproveitar o potencial de crescimento da nova adoção tecnológica é dificultada pela escassez de habilidades”. Ainda segundo o relatório, 55,4% das empresas entrevistadas afirmaram que encontram lacunas de competências nos profissionais em seus respectivos mercados, e isso dificulta a adoção de novas tecnologias. Foram entrevistadas para essa pesquisa 291 empresas ao redor do mundo que, juntas, representam cerca de 7,7 milhões de funcionários.

Estamos diante de um cenário cada vez menos inspirado na terceira revolução industrial – de padrões rígidos e previsíveis – e cada vez mais em compasso com a não–linearidade típica da nossa natureza humana.

Isso significa que é premente refletirmos e agirmos sobre nossa capacidade de lidar com os desafios do momento e de diagnosticá-los, compreendê-los e analisá-los, para desenvolvermos estruturas de ação que nos permitam ler o ambiente de forma propositiva e de fato útil para as necessidades humanas que contemplam essa nova realidade.

A nova economia se refere justamente a nova lógica do comportamento humano, que é a lógica do mundo pós pandemia: bem mais consciente de sua fragilidade e finitude. Onde então deixa-se de se concentrar tanto em produtos para priorizar características que somente os humanos conectados emocionalmente com seu ambiente podem identificar através de serviços. Esses são elementos fundamentais da quarta revolução industrial, onde estamos.

Ao propor essa reflexão penso como cada um de nós pode ser impactado. Me refiro às várias realidades, às mudanças na natureza dos problemas que não trazem questões lineares com viés cartesiano que foram características das últimas três revoluções industriais. Assim as soft skills – como são chamadas, no mundo corporativo, as habilidades socioemocionais – passam ao protagonismo, em comparação as hard skills – aquelas habilidades puramente técnicas.

Estamos em um novo ciclo, um momento importante, de transição e de reconfigurações, onde as habilidades subjetivas que inclusive são difíceis de medir, se tornaram uma evidente questão de sobrevivência.

E nesse cenário, que é frágil, ansioso e não linear, a capacidade de aprender, desaprender e reaprender ( chamada de long life learning) avalisa também no mundo corporativo o que muitos humanos reais já sabiam: viver é o aprendizado constante para sobreviver as demandas do contexto.

E a liderança ? Surge como habilidade fundamental. Mas a liderança emocionalmente inteligente com a característica de estar um passo à frente na percepção das necessidades do seu ambiente, e de ser acertivo, sem ser arrogante. Para isso é fundamental conhecer e dominar o seu próprio modelo de liderança que deve ser desenvolvido de forma a gerar influencia social positiva sob as pessoas que estão vivendo e trabalhando ao nosso lado. E de uma maneira inspiradora.

*Mariana Wahrlich é psicóloga e especialista em Bioética e Psicologia Positiva é Diretora no Centro Integrare

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