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Acordo UE-Mercosul deve abrir porta para o Agro

O acordo entre Mercosul e a União Europeia poderá servir como uma espécie de abertura de porta para o agronegócio brasileiro. No entanto, mas setores competitivos deverão ter ganho limitado com pacto, avaliam especialistas ouvidos pelo G1.

“Eles protegeram o setor de carnes [com as cotas], onde o Brasil é muito competitivo. Em geral, os produtos mais relevantes tiveram uma abertura limitada, como o açúcar também”, diz o professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC) Carlos Frederico Coelho. “Você vai ter uma porta aberta para o mercado europeu, mas está aberta com obstáculos. Ainda assim, é melhor essa porta aberta do que fechada”, pondera o pesquisador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Felippe Cauê Serigati.

Para o consultor em agronegócio Pedro Camargo Neto, no momento, o pacto não mostra ganhos econômicos significativos para o Brasil. “Em termos econômicos, gerar desenvolvimento, exportar bilhões, não vai (gerar). As cotas são muito pequenas… Quando se fala em 99 mil toneladas para carne bovina (para todo o Mercosul), não é uma quantidade que muda a pecuária”, explica.

No entanto, produtos em que o Brasil não tem um grande volume de exportação também tiveram acesso às cotas. “São produtos com baixa participação no valor das exportações totais, mas há interesse do Brasil em elevar as vendas externas desses produtos”, afirma Andréia Adami, analista do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea).

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