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A Suprema Pequena Corte e o plebeu mais honesto do Brasil – por Alex Pipkin

No imaginário incauto e inculto da grande massa verde-amarela era natural que a chegada de um plebeu ao poder maior do país tivesse trazido sensações de justiça e maiores conquistas populares.

Afinal, o ex-metalúrgico superava um “outro burguês”, símbolo da classe detentora do poder, da riqueza e da capacidade de exploração da classe oprimida.

Passados os mandatos da trupe vermelha, o que restou foi um rastro de incompetência, irresponsabilidade, descuido com a coisa pública, locupletamento próprio e grupal, profunda crise moral e completa desesperança do povo por uma gestão “popular” eficiente e anti-corrupção. Mais ainda, um fardo de desemprego, aguda crise econômica e o adiamento das esperanças de maior desenvolvimento nacional.

Agora, seis dos onze togados da suprema pequena corte brasileira (não eleitos pelo povo), performando com seus discursos e retóricas romanescas e mentirosas, visivelmente defendendo o indefensável interesse próprio e ideológico, abdicaram da essência, do verdadeiro significado de justiça, a fim de livrar o plebeu mais honesto da história desse país.

Togados esses que não julgam a lei, mas legislam em causa própria, esfrangalharam a justiça e mostraram para toda a nação que a lei brasileira é diferente – e muito! – para àqueles que detêm o poder econômico – mesmo que surrupiado do próprio povo brasileiro – para pagar honorários advocatícios abissais, recorrer até reverter a própria lei e todas as artimanhas necessárias para a obtenção do fim desejado.

No Estado brasileiro do compadrio, a lei não é igual para todos e nem mesmo aplicada igualmente aos desiguais. Mais uma vergonha nacional!

No mundo cinematográfico e literário mundial, são numerosas – e ricas – as representações culturais que buscaram enaltecer as virtudes da felicidade e da moralidade “superior” dos menos favorecidos e, inversamente, os vícios como da solidão e da desonestidade daqueles possuidores da abundância material. Funcionam como uma espécie de estereótipos compensadores, construídos pela cultura popular, pela fé e/ou pela opção de vida.

Mas na vida real fora dos romances, não há qualquer ligação umbilical entre virtudes, vícios e alto poder econômico! Homens são homens com seus vícios e virtudes!

O comprovado criminoso, agora ex-presidiário, está solto, contudo, preso aos fatos!

O resultado pragmático é, efetivamente, a exacerbação das instituições extrativistas nacionais, o testemunho da falta de justiça no país, e o aprofundamento da crise moral em que o país mergulhou, profunda e especialmente, a partir da chegada do plebeu ao poder.

Pior, o criminoso solto, traz ainda mais insegurança jurídica e social num país que precisava mesmo esquecer o seu triste e destruidor legado.

Parte do povo, felizmente, deu-se conta da farsa!

Porém, de uma minoria, de onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo.

A ideologia cega!

doutor em administração

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