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A profissão mais importante da vida – por Carla Rojas Braga

Quando nasce um filho,  nasce também um pai.

A tarefa paterna é extremamente complexa e importante no desenvolvimento infantil.

Segundo Freud, os olhos do pai são as janelas do mundo, para os filhos.

O desenvolvimento da boa paternidade é resultado de uma série de processos que começam com o surgimento da vida do filho, continua durante todos os ciclos e representa o momento em que o indivíduo olha para o passado e para o futuro ao mesmo tempo. Quando se torna pai, a pessoa revive muitas situações, boas e ruins, de sua própria infância, abrindo-se um leque de oportunidades para transformações, crescimento pessoal e superações, para executar o trabalho mais importante da vida: a paternidade.

Pais são os modelos de referência nos quais os filhos vão se orientar.

São exemplos em tudo o que dizem, mas especialmente, em tudo o que fazem.

Pais são os primeiros sábios da tribo dos filhos  e sabedoria é uma equação que soma bom senso, experiência de vida, inteligência e afeto.

São autoridades.

Não são amigos. Pai é pai, amigo é amigo.

Durante a pandemia, com a maioria  confinada em casa e convivendo mais com os filhos, muitos pais estão sendo postos à prova, procurando  atividades lúdicas que distraiam a gurizada.

Educar os filhos hoje em dia, segundo pesquisa americana publicada pelo Pew Research Center, é bem mais difícil do que há 20 anos, muito por causa da tecnologia.

71% dos 3600 pais entrevistados se disseram preocupados com o tempo em que seus filhos passam em frente às telas.  E a maioria dos pais e mães confessou que também se distraem  com  o celular mesmo enquanto estão com seus rebentos em volta.

A tendência, então,  no confinamento, é as crianças passarem muito tempo envolvidas em passatempos eletrônicos.

As novas babás eletrônicas, o celular e  o computador, as mantém distraídas,  porém os pais precisam ficar alertas para não delegar a criação de seus filhos a blogueiros ou jogos.

Além disso, penso que hoje é mais difícil educar filhos pela dificuldade dos pais em assumirem seu papel com responsabilidade.

Alguns pais são imaturamente ” adultescentes”. Têm medo de amadurecer, pelo medo de virarem velhos, e, portanto,  em suas fantasias, obsoletos e inúteis.

Existe uma ” fluidez” de papéis em nossa sociedade,  que acaba  confundindo mais do que contribuindo para as relações familiares.

Pais são disciplinadores. Pais dão colo para conversar e orientar,  com amor.

As  vitaminas mais necessárias na criação de filhos hoje são a vitamina A, de Amor e Atenção, e a vitamina N.  N de não.

Os pais precisam estipular limites de horários e sites nos quais os jovens podem interagir eletronicamente.

Crianças precisam de pais fortes , que sabem o que fazem, que não dão tudo o que querem, mas tudo o que precisam. E de que precisam? Amor, carinho, atenção e orientação dos limites.

Pais que se omitem da responsabilidade do cargo, que  se preocupam em não parecer caretas e chatos, deixam os filhos órfãos.

Pai não se encontra na Internet, nas ruas, nas festas, nem nas redes sociais.

Amigos, sim.

Pais são os que amam seus filhos, que criam, cuidam, mostram os caminhos e  orientam na estrada da vida.

E ” pães” são aqueles pais que são tão bons que parecem mães, e aquelas mães que são tão boas que parecem pais!

A maior prova de boa paternidade é quando os filhos não se preocupam em ser famosos, mas em ser bons.

Quando não se preocupam em ter a obrigação de parecer ser felizes.

Simplesmente,  são.

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