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A intolerante e burra ditadura do “ou” – por Alex Pipkin

Ontem eu critiquei os extremos autoritários e burros que polarizam o cenário político brasileiro.

Como não poderia deixar de ser diferente, neste país que continua esperando Godot, recebi geniais afagos desses dois polos que se atraem.

Deixe-me esclarecer, já que não sou bom desenhista.

A burrice e a ignorância das certezas absolutas de alguns cegos seguidores mitológicos, equivale-se a quixotesca insistência dos adoradores da destrutiva engenharia social, essa da construção do paraíso na terra.

A intolerância e o autoritarismo incondicional desses estudiosos que não estudam, e desses leitores de gibis, aparenta-me surreal.

Independentemente do sinal apreciado, nesse país do atraso incorruptível, não se vê quase ninguém preocupado realmente com questões objetivas, tais como o pensar e o acionar de medidas para aumentar a produtividade nacional, para ampliar o comércio internacional, para transformar a educação, que claramente, além de não formar profissionais competentes, passa vergonha em todos os comparativos internacionais, para amplificar as oportunidades de trabalho para os mais jovens e os mais velhos, para varrer as regulamentações e a (burro)cracia do século XIX, completamente contraproducentes, entre outros temas estratégicos e impactantes na realidade da vida dos comuns.

A hipócrita e embusteira ideologia grupal, faz cegar a quase todos, quanto ao foco e a um “mínimo consenso” no que diz respeito a formulação e a implantação de políticas públicas capazes de trazer as melhores consequências para a população, direcionadas para o genuíno bem comum, para muito longe das bizarras e improdutivas crenças e discussões dogmáticas.

Vejam, por exemplo, o idiotismo ideológico fanático que assumiu a forma de enfrentamento da COVID-19. De um lado, os “bondosos” protetores do 100% vidas (risos!), versus os 100% negacionistas do perigoso e contagioso vírus.

Para o bem da VIDA, e para a evitação da carnificina de vidas econômicas e sociais humanas, não se pode fechar a economia e a natural vida social – e espiritual -, evidentemente atentando-se para os cuidados e a manutenção dos protocolos sanitários estabelecidos pelos “especialistas”.

Nesse reino binário, da ditadura do ou, a guerra é sempre baseada no isolacionismo protetor e nas políticas nacional-desenvolvimentistas versus as “abertura ao mundo e a “venda do país””. Neste aspecto, inclui-se a complexa temática da celebração de acordos de âmbito global (acho que alguns são mesmos agregadores; nem todos!).

Aqui se confunde liberdade, inexistente sem racionalidade e sem responsabilidade, com a imbecilidade da dicotomia do conceito – equivocado – de conservacionismo versus libertinagem.

Poucos leem e/ou estudam (ler somente livros errados também não ajuda), e sabem que conservadores não são reacionários, e que é muito mais fácil destruir do que construir.

Acredito que devemos inovar não só em mentalidade, como também em inovações que corrijam os defeitos clamorosos, e notadamente os prejudiciais desequilíbrios com que convivem nossas – extrativistas – instituições políticas, econômicas e sociais. Nesta direção, destaco, fundamentalmente, a necessidade de ampla inovação transformacional na educação.

Bem, na realidade prática, não dá para reconstruir tudo, tampouco cair na sedutora armadilha “ativista” da criação do paraíso afrodisíaco da perfeição na terra.

Para todos esses “meus amigos” que me irradiaram suas energias, e mesmo para aqueles que gostariam mas não o fizeram, proponho uma singela reflexão na tentativa de achar o que se esconde entre a fria razão e o tórrido terreno das paixões.

doutor em administração

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