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A ditadura do pensamento esquerdizante nas escolas de negócios – por Alex Pipkin

A grande maioria dos acadêmicos brasileiros, considerando-se estatísticas e informações fidedignas, é marxista ou social-democrata – talvez mais perigosos – e dissimulam! Em proporções equivalentes, professores nas áreas de gestão e negócios! Isso mesmo! Da boca pra fora democráticos dos direitos sociais. Livro de cabeceira, seguramente entre eles Rousseau.

Democracia essa que estatiza a propriedade – obviamente não a deles! – e de programas sociais sugadores do poder de compra dos verdadeiros trabalhadores, por meio de tributação escorchante. É bem verdade que muitos desses doutores se sustentam com tais impostos. 

Nada mal ler Marx! A maioria deles sequer leu, e aqueles que leram ou o utilizam, relacionam-o com “processos econômicos” que não fazem nenhum sentido na realidade da cataláxia atual. São os mesmos adoradores das filosofias francesas pós-modernas, doutorescas e abstratas. Jamais chegaram perto de uma literatura econômica com ideias liberais. Muitos sequer ouviram falar da Escola Austríaca e dos pressupostos de reais pensadores da liberdade econômica. Ignaros em teoria política e econômica.

De modo algum esses professores tiveram suas vidas profissionais envolvidas com processos econômicos da realidade da vida empresarial. Dissertam sobre teorias e dogmas livrescos desconectados do mundo de negócios verídico.

Agora, os mesmos pós-modernos viraram apologistas da autogestão, em que se declara (humanamente!) que o objetivo organizacional é o alcance da missão, do propósito ligado aos fins sociais e/ou ambientais, não o lucro! Evidente que tal modelo de negócios possa ser bem sucedido em determinados empreendimentos. O problema é a panaceia!

É ilusório pensar que em certas indústrias que operam em negócios globais, que exigem amplas capacidades de integração e coordenação entre várias unidades transacionais, a autogestão possa ser a melhor forma de organização. Em organizações com fins lucrativos, obviamente, o objetivo é o lucro!

Atualmente, organizações estão preocupadas com seus impactos sociais e ambientais, possuindo similarmente metas nestas áreas, até mesmo como forma de ganharem mais dinheiro para se perpetuarem nos mercados. Mas não se enganem quanto ao lucro! 

Da mesma forma, não me parece ser crível a contrariedade ao capital estrangeiro num mundo em que cada vez mais imperam cadeias globais de valor. Lógica da realidade. Por inferência, tais mestres defendem taxações, subsídios e mais intervenção estatal na economia tupiniquim do umbigo. Propalam a comunidade, não a liberdade individual para empreender!

Preocupa sim a ditadura do pensamento esquerdizante em escolas de negócios.

O sistema se protege e se alastra. O comportamento de manada afasta os divergentes. Frequentemente, deparo-me com postagens, copiadas e coladas de fontes suspeitas, em que são adicionadas severas críticas às medidas estruturantes que compulsoriamente devem ser implementadas, a fim de que tenhamos, de fato, uma economia de mercado, livre concorrência verdadeira. Como num clube elitista (inglês ou francês?), trocam entre eles comentários – rasos – a respeito de tais reformas econômicas. Aproveitam-se de tragédias para demonizarem a figura do empresário.

Claro que existem processos empresariais incompetentes – e criminosos – que devem ser severamente punidos. Mas daí equipararem empresários como perversos, desalmados que só desejam explorar “o povo” para lucrarem, é demasiada criatividade sádica e oportunismo barato. Não percebem que num mercado efetivamente livre, são mitigados patrimonialismo e clientelismo, e a concorrência – pelo povo – pune e elimina maus empresários. Normalmente partem de engodos bondosos e premissas sem qualquer fundamentação robusta e/ou realista. Propagam inverdades, alguns por puro desconhecimento, outros por autoenganos intencionais. O corporativismo acadêmico é muito aguerrido!

Difícil romper…

Bem. Tenho minhas dúvidas se assim é possível formar profissionais para o mercado. É praticável, tendo em vista o peremptório desconhecimento dos processos de mercado e das reais necessidades do empresariado nacional – e sua luta sisífica para gerar empregos e renda (Com toda essa parafernália burocrática)? Preocupa-me a abstração ideológica teórica frente à realidade prática! Impressiona-me o apoio, a falta de visão, de experiência e a proposital “moeda de uma só face” neste contexto acadêmico enviesado. 
Tomará que as recentes vozes que se ergueram alertando sobre essa problemática surtam os efeitos desejados.

(Alex Pipkin é doutor em administração)

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